segunda-feira, 23 de setembro de 2019

VII Encontro da Família - DEF / CEM - Ter ou Ser... Aonde está a nossa verdadeira felicidade?

Sábado, 31/08/2019, aconteceu o VII Encontro da Família organizado pelo Departamento de Evangelização da Família (DEF) do Centro Espírita Miguel (CEM). Esse ano eu fiz parte da coordenação do encontro, representando a EEVP.




O tema desse ano foi: Ter ou Ser... Aonde está a nossa verdadeira felicidade?

Para o envelope dos convites, usamos rolos de papel higiênico decorados (ideia da companheira Joelma) pelos evangelizandos de todos os ciclos.





Objetivo geral – refletir sobre a felicidade adquirida no ter, provisório, finito, e a felicidade resultante do ser, permanente, infinito, por se tornar aquisição do espírito imortal. 

Objetivos específicos
– incentivar a família a perceber o que é prioridade, o que deixa realmente feliz todos os participantes. 
– refletir sobre a importância dada ao ter, através do consumismo desenfreado, em detrimento do ser, isto é, da conquista de virtudes. 

– fazer com que o participante reflita onde está o que nos faz bem e perceba que nossa real felicidade está naquilo que somos, não naquilo que possuímos, segundo os exemplos de jesus. 


Após a chegada das famílias, que foram recepcionadas com muito carinho pela companheiras Ângela Figueiredo, Cíntia, Valéria e Olivia, tivemos um momento de ambientação no salão principal.

Uma das Coordenadoras do encontro, Mônica Duarte, deu às boas vindas a todos e a Marcia leu a página de abertura do encontro "O Equilíbrio entre o Ser eo Ter".

Após a prece inicial, que foi feita pela nossa Dirigente Míriam Baptista, tivemos uma Sensibilização Inicial e logo depois as famílias foram então direcionadas para as salas. Usamos o critério que tem dado muito certo, a família fica na turma do seu membro com menor idade, para que as reflexões possam ser proveitosas para todos.


ATIVIDADES EM SALA


15 Minutos - Dinâmica: “Para que serve o que não serve para nada?” 

Material: sucatas (tampas grandes (de amaciante, sabão líquido, etc.), embalagens de iogurte e de xampu, garrafas pet pequenas e outras sucatas, coisas aparentemente inúteis, mas que possam ser usadas como vaso), fita adesiva decorativa, espuma floral e as flores recebidas no salão. 







Introdução: Atualmente somos estimulados o tempo inteiro para que compremos cada vez mais, para consumirmos cada vez mais. Com isto descartamos produtos que antes consertávamos e descartamos cada vez mais.
A quantidade de lixo que produzimos cresce dia a dia, aumentando a poluição do meio ambiente. Este estímulo ao consumismo nos leva a uma falta de saciedade sobre o ter. Queremos ter cada vez mais. E logo descartamos as coisas que compramos, pois se tornam ultrapassadas ou perdem o sentido rapidamente. 

Pensando nisto agora nós faremos um exercício diferente no sentido de podermos estar reaproveitando coisas que aparentemente não teria nenhum sentido guardarmos, dando um novo sentido a elas, uma nova utilização, refletindo que devemos valorizar o que temos, contrapondo à lógica do descarte desenfreado.     

Desenvolvimento: Colocar a sucata em cima da mesa e lançar a pergunta “para que serve o que não serve para nada?” Explicar que para ser feliz é preciso sair do lugar daquilo que não serve para nada e reconhecer o seu valor. 
Fazer a proposta de construção em família de um vaso, usando a sucata disponibilizada e fita adesiva decorativa. O vaso irá receber um pequeno arranjo floral, usando as flores que receberam no salão.

Após a confecção do vaso, as famílias irão fazer um pequeno arranjo usando as flores recebidas no salão e espuma floral. No momento da construção desse arranjo, explicar que devem colocar nele todos os sentimentos da família: amor, gratidão, vibrações e pensamentos positivos. 
Cada família vai ficar com seu arranjo.

Caso uma família tenha membros que não tenham situações familiares comuns (por não morarem na mesma casa, por exemplo), confeccionará mais de um arranjo. Podem ser analisados diferentes abordagens, sem perder de vista o objetivo traçado pelo grupo, em cada ciclo a partir da sensibilidade do(s) evangelizador(es) diante das necessidades de cada família. 











25 Minutos – O que tornaria a sua família feliz? 


Questionar a família “se vocês pudessem ter um desejo realizado, um desejo que tornaria a sua família feliz, qual seria esse pedido? Qual é o desejo que se for realizado fará a sua família realmente feliz? ”. 

Orientar a família a conversar sobre o desejo entre si, se desejarem poderão escrever em um pedaço de papel (disponibilizar lápis e papel), explicar para a família que só ela vai saber qual é o desejo, não precisa falar para as outras pessoas. 

Segundo Ciclo, Terceiro Ciclo, Mocidade e Setor da Família - mostrar o vídeo e após a exibição, perguntar se mudariam de desejo, lembrar que a pergunta também é para a reflexão da família, sem expor para o grupo.

Bebês, Maternal, Jardim e Primeiro Ciclo – usar cartaz sobre o necessário e o supérfluo. Os desejos estarão representados em um "balão de fala" coberto com outro em branco. Os evangelizandos irão tirar os "balões" em branco e descobrir quais os desejos. 




Observação do grupo – o objetivo da reflexão não é quanto ao ter (lícito), mas quanto ao uso relacionado ao egoísmo, à acumulação, à falta de caridade, à exploração do próximo, etc. 

10 Minutos – Trabalhar o ser

Introdução: Jesus nos recomendou que não acumulemos tesouros na terra, onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam. Nos disse para acumularmos tesouros no céu, onde nem a ferrugem e nem os vermes os comem, ou seja, onde nada os destrói. E ele nos ensinou que onde está o nosso tesouro, ou seja, tudo aquilo a que damos valor, ali também estará o nosso coração, ou seja, a nossa atenção, o nosso esforço, a nossa estima, a nossa paciência para adquirir e manter... 

Por isto ele nos recomendou que não fiquemos excessivamente preocupados com as questões materiais, em ter, em acumular coisas, porque a vida é muito mais do que alimento e o corpo muito mais do que a roupa com a qual o vestimos.

Pediu que observássemos a natureza... Os pássaros, as flores, para entendermos que a providência divina sempre nos dará possibilidades de obtermos o necessário para manter o corpo. Trabalhar para manter a nós mesmos e aos nosso está na lei. Mas sermos hoje melhores do que ontem em progresso contínuo importa muito mais. 

Por isto, jesus, nosso amigo de todas as horas, nos orientou a buscar primeiro o reino de deus e a sua justiça, o que significa trabalhar os nossos valores de acordo com as leis divinas boas, do bem, justas e imutáveis para sermos, de verdade, felizes e fazermos felizes os nosso amores.

(Texto construído com base no capítulo xxv ítem 6 e no capítulo ii tem 5 de o evangelho segundo o espiritismo.)

Momento surpresa troca-troca - Faremos um momento surpresa, com o objetivo de trabalhar o desapego (os evangelizadores abordarão brevemente). 

Um representante da família dará o arranjo que confeccionaram para a família que estiver ao seu lado direito e todos trocarão abraços.




Sugestão de texto sobre o desapego, contido no livro caminhos, pelo espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier

Quantos estamos presos à grilhões invisíveis?
Esse está preso ao campo que comprou por milhões.
Outro prendeu-se à fama que lhe consome a vida.
Aquele lembra um louco em algemas de ouro.
Há quem faça do amor um cativeiro em trevas.
Se queres paz em deus, desapega-te e ama.


Após a troca, fizemos o deslocamento de volta para o salão.

E o fechamento do encontro foi com a Sensibilização Final.

Eu fiz os agradecimentos finais.



E a nossa coordenadora Graça fez a prece final.


Sensibilização Final do VII Encontro da Família


Quando as famílias retornam das atividades em sala para o salão principal, quatro cadeiras estão reservadas para os personagens. Após todos se acomodarem, os personagens entram e sentam nos lugares reservados previamente, junto com a plateia.  Cada um se levanta, na ordem abaixo, fala uma frase do Cap. XXV, item 6, 1º parágrafo e torna a sentar.

Não queira acumular tesouros na Terra (Jovem Rico)
Onde a ferrugem e a traça os consomem e onde os ladrões os desenterram e os roubam (Maria de Magdala)
Mas acumule para você os tesouros no Céu (Zaqueu)
Onde a ferrugem e a traça não os consomem, e onde os ladrões não os desenterram nem roubam (Espírito Esclarecedor)
Porque onde está o teu tesouro, aí está também o teu coração (Francisco de Assis)

Depois, um de cada vez se levanta, dirige-se ao centro do palco e se apresenta, contando a sua estória em primeira pessoa.


O Jovem Rico

Eu fui um jovem rico, que possuía muitas vinhas, vitórias e um nome a manter, todos em Cesareia me conheciam e sabiam das minhas vitórias, mas embora repousasse em leito de madeiras preciosas e cuidasse do corpo com massagens de óleos raros, sentia-me infeliz. Até que um dia ouvi falar d’Ele, Jesus, e pela primeira vez em minha vida sentia-me arrebatado.

Questionava-me! Quem era Ele que assim lhe falava? Que poder exercia sobre sua vontade? Por qual sortilégio o dominava? Gostaria de fugir ou deixar-me arrastar, estava perturbado, ignorado e a sofreguidão me aniquilava. A meiguice e a ordem daquela voz, enunciada por aquele homem ecoavam como cascatas em desalinho nos abismos do meu espírito, sua voz penetrava como um punhal afiado, eu tinha sede de paz...

Irei contigo, Senhor, mas... Pedi: Permita-me primeiro competir em Cesareia, logo mais, disputando para Israel os triunfos dos jogos, pois aguardava aquela ocasião por muito tempo e ela se avizinha com a chegada do período das competições, mas quando o mestre pediu – me para dar tudo que tinha e segui – lo, tive receio, não de dar o que possuo, pois sei que dinheiro, ouro, gemas, títulos se gastam muito facilmente, mas o receio de perder meu premio, meu tributo e me prometi que logo após os jogos iria ao seu encontro.

Uma semana depois estava em Cesaréia a capital do ócio, e do prazer. Os festins de Cesaréia pretendiam rivalizar com os de Roma, atraindo aficionados até mesmo da Metrópole longínqua. Exercitei-me, contratei escravos que me adestraram... Aos partos comprei por uma fortuna, duas perelhas de fogosos cavalos novos e fortes. Os jogos ocorriam com grande rapidez e vitória, haviam gladiadores em combates simulados, que enchiam intervalos de som e de cor, eu era um deles.

Chicotes vibravam no ar, mãos firmes nas rédeas, e os guias e condutores davam velocidade aos carros frágeis. A celeridade prende a respiração em todos os peitos, mas em uma manobra menos feliz, um carro vira e um corpo tomba na arena, despedaçado pelas patas velozes, em disparada. Vi-me desacordado em meio aquele mar pessoas e silenciando os gritos na concha acústica tive a impressão de escutar uma voz amiga. E o ouvi, ao meio a tumulto, dizendo a mim: Renuncia a ti mesmo, vem, e segue – me. Reconheci o bom Mestre e respondi com um pranto de felicidade enquanto sentia dois braços veludosos e transparentes me acolhendo. Estava, aos seus braços, a sorrir, e ali naquele momento, encontrei minha felicidade.



Maria de Magdala  (Texto retirado do livro boa nova de Humberto de Campos, capítulo 20)

Entra em cena vestida luxuosa.

Eu me chamo Maria de Magdala.  Vivia entregue a prazeres e para todos era a mulher perdida em companhia de patrícios romanos.  Mas meu coração estava em desalento, era escrava dos meus próprios caprichos de mulher.  Envolvida por ardentes admiradores, meu espírito tinha fome de amor e quando ouvi as palavras de Jesus chamando os homens para uma vida nova, percebi que minha existência com todos os prazeres tinha sido estéril e amargurada... Onde estaria a verdadeira felicidade?  Que valeria as joias, as flores raras, os banquetes suntuosos, se, ao fim de tudo isso, conservava a minha sede de amor? (nesse momento ela vai retirando as joias)  Queria amar como Jesus amava, sentir com os seus sentimentos sublimes.   Mas me perguntava:  Será que Deus me aceitaria por ser eu uma filha do pecado?  Mas Jesus me acalentou dizendo que não estamos condenados ao pecado eterno.  Olhou-me com brandura sondando as profundezas de meu pensamento e disse que um novo sol iluminaria o meu destino porque o amor cobre a multidão de pecados.  O Profeta Nazareno havia plantado em minha alma novos pensamentos.  Renunciei a todos os prazeres transitórios do mundo, para adquirir o amor divino.   Acolhi como filhas as minhas irmãs no sofrimento, procurando os infortunados para aliviar-lhes as feridas do coração, estando com os aleijados e leprosos...  Porque depois da crucificação de Jesus, implorei aos apóstolos e seguidores do Messias que permitissem acompanhá-los, no entanto se negaram, temiam meu passado não confiando no meu coração de mulher.  Compreendi e me resignei lembrando dos ensinamentos do mestre.  Palmilhava agora o caminho estreito, onde fui só, com a minha confiança em Jesus.  Por vezes chorava de saudade, quando passeava no silêncio da praia.  Certo dia um grupo de leprosos cansados e tristes, em supremo abandono perguntavam por Jesus, mas todas as portas lhes fechavam.  Foi quando me sentido isolada, me aproximei e lhes transmiti as palavras do mestre, enchendo-lhes os corações das claridades do Evangelho.  As autoridades locais, ordenaram a expulsão imediata dos enfermos.  Foi quando ao perceber tamanha alegria no semblante dos infortunados, em face das revelações a respeito das promessas do Senhor, segui em marcha para Jerusalém, na companhia deles.  Todos se interessaram pelas descrições que fazia de Jesus, contagiados de alegria e fé.  Foi quando fomos conduzidos ao Vale dos Leprosos e uma coragem indefinível assenhorava-se em minha alma.  Dali em diante, todas as tardes, reunia a turba de meus novos amigos e lhes dizia o ensinamento de Jesus. Rostos ulcerados enchiam-se de alegria, olhos sombrios e tristes tocavam-se de nova luz.  Agonizantes arrastavam-se até junto a mim e me beijavam a túnica singela.  Lembrando o amor do Mestre, tomava-os em seus braços fraternos e carinhosos.  Em breve tempo, minha pele apresentava, igualmente manchas violáceas e tristes.  Compreendi a minha nova situação e recordei as recomendações do Messias de que somente sabiam viver os que sabiam imolar-se.  Experimentei grande gozo, por haver levado aos meus companheiros de dor, uma migalha de esperança.  Senti desejo de rever João e Maria e outros companheiros cristãos.  Despedi-me de meus companheiros de infortúnio recordando que Jesus deseja intensamente que nos amemos uns aos outros e que participemos de suas divinas esperanças, na mais extrema lealdade de Deus! (...) Abandonei o vale numa peregrinação difícil e angustiosa.  Sofri penosas humilhações mas observando as minhas próprias feridas que substituíam minha antiga beleza, alegrava-me em reconhecer que meu espírito não tinha motivos para lamentações.  Jesus me esperava e minha alma era fiel.  Quando cheguei na porta da cidade de Éfeso, meu corpo se negou a andar.  Uma modesta família de cristãos me acolheu em uma tenda humilde, por caridade.  Por largos dias debati-me entre a vida e a morte.  Em uma noite de profundas dores, sentia minha alma com os olhos da imaginação o lago querido, os companheiros de fé e o Mestre bem-amado.  Meu espírito transpôs fronteiras da eternidade radiosa. Foi quando vi Jesus aproximar-se, mais belo que nunca.  Seu olhar tinha o reflexo do céu e o semblante trazia um júbilo indefinível.  O Mestre estendeu-me as mãos e recolheu-me nos braços e murmurou: - Maria, já passaste a porta estreita! (...) Amaste muito! Vem! Eu te espero aqui



Zaqueu (Adaptação do texto ditado Espírito Léon Tolstói, no livro Ressurreição e Vida - Médium: Yvonne A. Pereira) 

Me chamo Zaqueu! Eu era um cobrador de impostos, um homem rico, muitos achavam que eu tinha uma vida reprovável. Quando Jesus chegou à cidade de Jericó, dirigiu-se a mim e disse que iria à minha casa.
Quanta felicidade invadiu a minha alma. Eu lhe disse que desde muitos anos, vinha procurando empregar o dinheiro em benefícios para todos os que me rodeavam na vida, ajudando muitos pais de família sem trabalho, organizando serviços de criação de animais e de cultivo permanente da terra, muitas famílias já vieram buscar, em meus trabalhos, o indispensável recurso à vida! ... Os servos de minha casa nunca me encontraram sem a sincera disposição de servi-los.
Eu lhe disse: Senhor! Senhor! tão profunda é a minha alegria, que repartirei hoje, com todos os necessitados, a metade dos meus bens, e, se tiver prejudicado a alguém, irei indenizá-lo, quatro vezes mais.
"A bondade do Mestre Galileu, honrando-me com uma visita e uma refeição em minha casa, eu, um renegado pela sociedade porque era um cobrador de impostos, tocou-me para sempre o coração, ... - Ele compreendeu as minhas necessidades morais de estímulo para o Bem, o meu aflitivo desejo de ser bom. Penetrou os mais remotos esconderijos do meu ser moral; contornou, com seu amor, todas as aspirações do meu Espírito, filho de Deus, que sofria por algo sublime que lhe aclarasse as ações... E conquistou-me, assim, por toda a eternidade...
Zaqueu retira a túnica luxuosa e por baixo desta estará vestido de forma rústica e simples, retira o calçado
Por esse tempo, eu deixei Jericó, desliguei-me das minhas funções, dei parte dos meus bens aos pobres, conforme prometi a Jesus, provi, com a outra parte, recursos para minha família, distribui minhas terras entre os camponeses mais necessitados, reservando o estritamente necessário à minha manutenção pelos primeiros tempos.
Muito sofri e chorei quando o Mestre foi levado à Cruz. Não, eu não o abandonei jamais, desde aquele dia em que passou por Jericó! Segui-o, ouvindo e admirando. Inconsolável por sua ausência e sentindo em mim um vazio aterrador, meu recurso para não desesperar ante a saudade e o pesar pelo desaparecimento desse Amigo incomparável foi insinuar-me entre seus discípulos, a fim de ouvir falarem dele... mas não perceberam a minha insignificante pessoa
Passei a falar do Mestre e da sua Doutrina... dos seus atos, das maravilhas que operara por entre os doentes, os pecadores e os desgraçados.... E, se não curei leprosos, estanquei a aflição de muitas lágrimas com exposições sobre Jesus. Se não levantei paralíticos, pelo menos ergui a coragem da fé em muitos corações desanimados. Se não expulsei demônios, recuperei almas para o dever com Deus. ...E, assim, minha alma se alegrava em Cristo, dilatando os meus propósitos de progresso...
E encontrei, então, dentro de mim próprio, aquele Reino de Deus que ele anunciara... Encontrei-o na paz do dever cumprido, que me embalava o coração...



Francisco de Assis encerra: (Boa Nova, cap. 23 O servo bom e O Livro dos Espíritos, questão nº)
Amigos, acreditas, porventura, que o Evangelho tenha vindo ao mundo para transformar todos os homens em miseráveis mendigos? Qual a esmola maior: a que socorre as necessidades de um dia ou a que adota providências para uma vida inteira? No mundo vivem os que entesouram na Terra e os que entesouram no Céu. Os primeiros escondem suas possibilidades na ambição e no egoísmo e, por vezes, atiram moedas ao faminto que passa, procurando livrar-se de sua presença; os segundos ligam suas existências a vidas numerosas, fazendo de seus servos e dos auxiliares de esforços a continuação de sua própria família. Estes últimos sabem empregar o sagrado depósito de Deus e são seus mordomos fiéis, à face do mundo.
Assim, meus irmãos, à medida de felicidade comum a todos os homens é para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a pureza da consciência e a fé no futuro.

Ao final, entra o Espírito e de mãos dadas todos cantam a Oração de Francisco de Assis.

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Sensibilização Inicial do VII Encontro da Família

A sensibilização foi elaborada pela companheira Olivia, que contou com a ajuda da Fátima Queiroz e da Sara.

Com as cortinas fechadas, começa o diálogo dos pais (o público escutando só as vozes)

Pai (Daniel) – com o nosso comércio nosso filho já estaria com o futuro garantido!  eu não entendo esse desprezo por tudo que construímos! recebeu tudo do bom e do melhor! 

Mãe (Fátima) – calma, eu vou conversar com ele!

Pai – você vai passar a mão na cabeça dele como sempre fez!  por isso que ele está assim!  tá pensando que emprego bom cai do céu?  vindo de uma família de nome e agora levando uma vida miserável!  eu queria saber o que passa na cabeça desse desmiolado!

Quando termina o diálogo Dos pais, entra o espírito (sara), pela lateral da cortina, chegando até a frente da cortina, que continuará fechada
espírito fala: ... o que se passa na cabeça deste rapaz? 

Atrás da cortina o coro e o espírito cantam “Vem Ser”, uma única vez.



Após a música, o espírito continua falando: É tudo tão lindo que as vezes esquecemos que fazemos parte desse universo. Esquecemos que somos natureza também... Ficamos desconectado com o divino, e o que é realmente importante passa a ser um detalhe... O grandioso passa a ser o que temos e nos sentimos pequenos quando a dificuldade material se apresenta... O que é realmente importante para sermos felizes? Essa foi a pergunta que o rapaz da história fez para ele mesmo.  Contrariando sua família e toda uma sociedade, resolveu seguir o seu caminho.  Ele foi Francisco de Assis.

Francisco de Assis junto com dois evangelizandos de cada ciclo, entra pela lateral da cortina com cestinhas de flores. Francisco de Assis dá um passo à frente e declama o texto*.


O necessário e o supérfluo

Uns querem um emprego melhor, outros, só um emprego.
Uns querem uma refeição mais farta, outros, só uma refeição.
Uns querem uma vida mais amena, outros, apenas viver.
Uns querem pais mais esclarecidos, outros, ter pais.
Uns querem ter olhos claros, outros enxergar.
Uns querem ter voz bonita, outros, só falar.
Uns querem o silêncio, outros, só ouvir.
Uns querem sapato novo, outros, ter pés.
Uns querem ter um carro, outros, apenas andar.
Uns querem o supérfluo, outros apenas o necessário.


*   Esse texto é atribuído ao médium Chico Xavier, mas não conseguimos confirmar a veracidade dessa informação.



O espírito esclarecedor  canta “Doce é Sentir” (a capela), e os evangelizandos junto com Francisco de Assis distribuem as flores  para todas as pessoas presentes no salão.







O Equilíbrio entre o Ser e o Ter

Vivemos em um mundo que valoriza extremamente os bens materiais. Em sua maioria, as pessoas valorizam ou não o próximo, a partir do que o outro possui e aparenta, e não pela essência de seu ser.

Em um mundo dominado por nações materialistas e ainda sem ter alcançado suficiente desenvolvimento espiritual, grande parte das pessoas dedica sua vida a acumular dinheiro e bens materiais.

Desde cedo as crianças se acostumam a ter o que querem. E passam a valorizar seus amigos por suas aparências.

O que ocorre é que, sem reservas morais suficientes, muitos se tornam verdadeiros escravos da posse material e, muitas vezes, escravizam outros para atingir seus objetivos.

Sem dúvida que as posses materiais são uma conquista socioeconômica do ser humano, ao longo de suas inúmeras jornadas na Terra.

O desenvolvimento material das sociedades é importante, pois gera melhorias na qualidade de vida, incentiva o desenvolvimento da indústria, do comércio, das ciências, das artes.

Todas essas conquistas permitem à Humanidade superar obstáculos de sobrevivência básica e, com isso, a possibilidade de desenvolver seu lado espiritual e moral.

A conquista do ter é dever de todos. A família depende dos recursos materiais para seu desenvolvimento, bem como a sociedade.

A conquista do ter, contudo, jamais deve ser mais importante que a do ser, que é a conquista dos valores morais e leva o indivíduo a elevar-se como Espírito.
O risco da posse ou da aquisição da propriedade não está no fato em si, mas da maneira como isto se dá e no que representa emocionalmente.

A aquisição de bens materiais não deve ter como base a avareza, e como objetivo a conquista de posição social passível de inveja ou de submissão de outrem.

A conquista material deve ser resultado do trabalho digno e constante, frequentemente oriundo de uma profissão baseada em estudo e preparo.

A conquista material deve prover conforto e equilíbrio àqueles que a possuem, mas jamais levar ao desequilíbrio das posses supérfluas e do modo de vida de ostentação e prazeres intermináveis.

Quem acumula bens materiais em quantidade superior àquela necessária à sua dignidade bem como de sua família, tem uma obrigação moral: dividir seus bens de uma maneira inteligente e sensata.

Obviamente que a doação àqueles que necessitam é necessária e nobre, mas a verdadeira divisão é baseada na geração de empregos e desenvolvimento.

Para ter tal lucidez é preciso que o indivíduo já tenha maior evolução espiritual a fim de que possa perceber que de nada serve uma fortuna acumulada em instituições financeiras e transformada apenas em bens de uso próprio.

É preciso ter equilíbrio, é preciso pensar no próximo, é preciso ser mais do que ter.

A felicidade, na Terra, independe do que se tem, mas se constitui naquilo que o ser cultiva interiormente em termos de amor sincero, ilimitado e em simplicidade.

Redação do Momento Espírita com base no cap. Propriedade, do livro Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 01.04.2010

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Paz na Família - Jardim

Para falar sobre paz na família, a Ângela preparou a seguinte aula.

Começou com essa dinâmica: Os evangelizandos deveriam fazer os gestos, cada vez que as palavras abaixo aparecessem na história:

PAZ – Aperto de mão
AMOR – Um abraço
GARRA – Trocar de lugar (ou bater bem forte os pés no chão)
SORRISO – Gargalhada
BEM-VINDOS – Bate palmas

Era uma vez um garotinho chamado AMOR. 
O AMOR sonhava sempre com a PAZ. 
Certo dia, descobriu que a vida só tinha sentido quando ele descobrisse a PAZ, e foi justamente nesse dia que o AMOR saiu a procura da PAZ.

Chegando à escola onde estudava, encontrou os seus amigos que tinham um SORRISO nos lábios, e foi nesse momento que o AMOR começou a perceber que o SORRISO dos amigos transmitia a PAZ, pois sentiu que a PAZ existe no interior de cada um de nós, basta saber dar um SORRISO.

Então traga a PAZ, o SORRISO e a GARRA para junto de nós. Dê um SORRISO bem bonito e sejam todos BEM-VINDOS.

Depois explicou o sentido de família, tendo os pontos abaixo como base:

- Os espíritos se ligam por simpatia, nascimento não é um efeito do acaso, mas da escolha feita pelo espírito depende muitas vezes e por outro lado os pais têm por missão ajudar no progresso dos espíritos que encarnam como seus filhos;

- A reunião de espíritos que se comprometeram no além, a desenvolver na Terra uma tarefa construtiva de fraternidade real e definitiva;

- Nossos pais merecem toda nossa gratidão por nos terem dado nossa vida física. Mas todos aqueles pais, não pelos laços de sangue e sim do espírito precisam ser respeitados e amados;

- Respeitar nossos pais e irmãos é contribuir para a nossa felicidade e de nossa família;

- Fazem parte da nossa família as pessoas que moram na nossa casa.

Com ajuda de palitoches, que temos em nossos recursos, e uma laranja, ela contou a história "A Laranja Madura".

Depois, com a ajuda da Carol, descascou a laranja e ofereceu os gomos aos evangelizandos.








Atividade: AQUI É UM LUGAR DE PAZ

Como atividade, ela distribuiu folhas A4 amarelas para fazerem uma dobradura de casa.




Disponibilizou contornos e roupas de tecido.









E cada um montou a sua família.











A Laranja Madura

Tio Juca estava trabalhando em seu pequeno pomar, quando achou, entre as frutas verdes, uma bonita laranja madura e apetitosa. 

Fazia calor e ele estava com sede. Por isso mesmo exclamou: — Que maravilha! Já tenho com que me refrescar! E muito contente, abriu o canivete, pronto para saborear a refrescante fruta. Mas tio Juca não chegou a descascar a bonita laranja. Ele pensou na mulher e imaginou-a cansada e suarenta, perto do fogão. — Pobrezinha! – murmurou pensativo. – Vou levar-lhe a primeira laranja de nosso pomar.



 A esposa recebeu o presente muito alegre. 



Entretanto, por sua vez, lembrou-se da filha, que não tardaria a voltar do ribeirão onde estava lavando roupas. — Pobre pequena! – comentou ela. – Com esse calor, muito apreciará esta laranja! E isso dizendo, guardou a fruta para a filhinha.



Quando a menina chegou, ficou muito contente ao receber a laranja, mas, quando a recebeu, pensou no irmão, que não demoraria a estar de volta da vila onde fora vender hortaliças, e falou decidida: — Juquinha voltará cansado e com sede... Com que prazer ele chupará esses gomos! 



E já feliz com a idéia, correu à porteira a esperar o rapaz, que logo apareceu suarento e cansado, conforme ela previra. O irmão, satisfeito com a lembrança da menina, examinou a linda fruta, tomando de guloso interesse. Entretanto, quando se dispunha a descascá-la, lembrou-se do pai e disse, contendo-se: — É o nosso bom pai que deve saboreá-la... É ele quem trabalha sem descansar, no pomar, e foi ele quem plantou a árvore que deu tão bela fruta. 



E assim, sem vacilar, foi ao encontro do pai, que, comovido, agradeceu o carinho da lembrança, sem tecer, no entanto, maiores comentários. 



Naquela mesma tarde, porém, depois do jantar, ainda reunidos em torno da mesa, tio Juca agradeceu a Deus a felicidade que reinava em seu Lar. Depois, ante a surpresa da família, colocou num prato a bonita, madura e apetitosa laranja, e todos puderam deliciar-se com os gomos da refrescante fruta, que encontrara no pomar.



Paz na Família - Maternal

Sábado (14/09/2019) falamos sobre a paz na família. A aula do maternal foi da Cíntia.



Primeiro momento: Apresente fotos de diversas famílias, tendo o cuidado de abranger todas diferentes estruturas, e proponha uma conversa a respeito.

O que é uma família?

Atualmente a sociedade entende que família seja o conjunto de pessoas, em geral ligadas por laços de parentesco, que vivem sob o mesmo teto.

Na semana passada aprendemos o que é paz e onde ela se encontra (Relembrar brevemente a aula anterior).

PAZ: É a sensação de calma, tranquilidade e bem estar que sentimos dentro do nosso coraçãozinho por estarmos agindo da forma correta, fazendo as nossas escolhas de acordo com os ensinamentos de Jesus.

Qual o objetivo de vivermos em família? 

Aprendermos a cuidar e amar uns aos outros, apesar das diferenças.
Será que é importante ter paz na família também?

Segundo momento: Passar os episódios de Caillou no notebook.

https://www.youtube.com/watch?v=JyCqzgcfLg4

Dialogar sobre o que assistiram. Concluir que a família de Caillou tem conflitos como todas as outras, mas possui muita PAZ, pois eles sempre resolvem as situações com muito amor, respeito e tolerância. E por isso, são muito felizes.

Atividade 1: 
Peça aos evangelizandos que façam um desenho com os membros de sua família, procurando representá-los com as qualidades positivas pessoais e principais que caracteriza cada um deles, por exemplo: o irmão é brincalhão, a mãe é carinhosa, o pai é forte, etc.

Atividade 2: Verdadeiro ou falso? 

Vamos promover a paz através da tolerância!
Dizer uma situação de conflito e dar 3 opções para que escolham qual a mais tolerante, que promove a paz. (Usar situações de respeito às diferenças, cuidado e colaboração no lar)


1 - Lilica está irritada porque a amiga quebrou seu brinquedo. O que o irmão deve fazer?
a) Chamá-la de bebê chorona
b) Dizer para ela quebrar o da amiga também
c) Tentar acalmá-la e se colocar a disposição para tentar consertar o brinquedo.

2 - A mamãe de Larissa ficou muito gripada, de cama e o papai fez a janta para colaborar com a família. A comida do papai não é muito gostosa e ela prefere a da mamãe. O que a Larissa deve fazer?
a) Não comer de jeito algum e dizer que está horrível
b) Comer assim mesmo, já que o papai fez com carinho e fazer uma prece para a mamãe melhorar logo.
c) Pedir para que a mãe se esforce e levante mesmo doente para fazer o jantar

3 – Miguel e Silvia são irmãos e gostam de coisas bastante diferentes. Miguel gosta bonecos e Silvia desenhar. O que eles devem fazer?
a) Nunca brincarem juntos
b) O irmão mais velho determina a brincadeira
c) Ambos cedem. Ora brincam de desenhar e ora de bonecos, pois assim todos ficam felizes 

4 – Jonas quer muito a camisa nova do Batman, mas seus pais não podem comprar este mês, pois estão com pouco dinheiro. O que Jonas deve fazer?
a) Esperar pacientemente o momento de ganhar a camisa
b) Fazer pirraça 
c) Ficar muito triste 

5 - Vovó está com dor nas costas e não pôde fazer o bolo que Marina tanto gosta. O que Marina deve fazer?
a) Pedir para o papai comprar o bolo na confeitaria, pois não pode esperar tanto tempo para comer bolo
b) Fazer uma massagem na vovó e uma prece para que ela melhore logo
c) Chorar inconformada

Final: Colocar a música “Amor em família”.