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terça-feira, 14 de abril de 2015

História - O Cantil da Alegria

Havia um casal que desejava muito ter um bebe e não conseguia. Os anos passavam, mas eles nunca perderam a esperança. Até que numa bela tarde de primavera nasceu uma linda menininha, que trouxe tanta alegria para suas vidas que resolveram chama-la de Felicidade.
Felicidade cresceu cercada de muito luxo e conforto. Seus pais trabalhavam muito para que nada faltasse para a filha: o melhor colégio, as melhores roupas, os brinquedos mais modernos, as bonecas mais caras. Mas percebiam que a menina estava sempre com uma carinha sem graça, que não era de fome e nem de raiva. Vivia emburrada, cansada, enjoava de tudo que ganhava, estava sempre desanimada e nunca queria fazer nada. Sem saber o que fazer, os pais resolveram levá-la ao médico.
O doutor examinou e não achou nada, a saúde da menina estava excelente! Então falou para os pais:
- A doença da sua filha não está no corpo, e não existe remédio que possa curar, nem mesmo injeção.
- Mas que doença é essa doutor? – quis saber aflita a mãe.
- É falta de alegria – respondeu o doutor – mas acho que uma coisa poderá ajuda-la a sarar, se me derem um minuto...
O médico saiu da sala e ao voltar trazia um menino, que tinha no seu rostinho, um lindo sorriso.
- Esse é o Augusto, ele trabalha aqui no consultório todas as tardes depois da escola, vou permitir que, durante 15 dias, ele saia um pouco mais cedo para ir até a sua casa conversar com sua filha e juntos beberem a água que carrega em seu cantil. É uma água especial que tem ajudado muita gente.
Os pais de Felicidade concordaram e tudo ficou combinado.
Augusto é um menino muito humilde, que trabalha no consultório para ajudar sua família, pois a mãe adoeceu e não pode mais costurar para ajudar com as despesas da casa. É alegre, está sempre sorrindo, trata todo mundo com carinho e respeito, todos gostam muito dele e aonde ele vai, faz muitos amigos. Ele leva sempre consigo, o seu cantil, que ganhou de presente de seu avô, nunca saia de casa sem ele.
Durante quinze dias, sempre no final da tarde, Augusto visitava a pequena Felicidade. Eles conversavam. Augusto sempre contava uma história que falava de amizade, de respeito e amor ao próximo, do valor da família, da importância do estudo e de como é bom fazer sempre o bem, ajudar as pessoas.
Antes de ir embora, abria o seu cantil e servia um pouco de água para Felicidade, que sentia pouco a pouco uma onda de alegria.
Felicidade foi mudando, todos percebiam, já não ficava emburrada, nem desanimada, saia, passeava, aos outros sempre ajudava e agora também sorria. Seus pais não acreditavam em como ela havia mudado em apenas quinze dias.
Em um domingo a tarde, Augusto foi visitá-la e Felicidade o recebeu com um lindo sorriso. E quando o rapaz ia embora, Felicidade o abraçou e disse:
- Augusto, agora eu sei que não é a água que é especial, é você! Com sua alegria você me mostrou a beleza da vida E para que lembre sempre de mim, fiz esse presente para você, meu querido amigo. – e entregou um pacote.

Quando Augusto abriu, ai mesmo que sorriu, Felicidade havia feito uma alça para o seu cantil, pintou um sol e flores e escreveu “Cantil da Alegria”, com letras bem coloridas.

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