quarta-feira, 15 de maio de 2019

A Parábola das Dez Virgens


A PARÁBOLA DAS DEZ VIRGENS



(Mateus, capítulo 25º, versículos 1 a 13)

Naquela noite, dois jovens se casariam.

O casamento seria celebrado à noite, como era costume no tempo de Jesus.

Havia primeiro a cerimônia religiosa, na casa da noiva. Depois, então, a festa do casamento, na resi­dência do noivo.

Os convidados saiam da casa da noiva forman­do uma procissão. Todos carregavam lâmpadas de azeite ou tochas acesas, porque as ruas eram escuras. 

Naqueles tempos, você sabe, não havia iluminação a gás nem luz elétrica. A procissão, começando da casa da noiva, se dirigia para a casa do noivo.

Algumas pessoas convidadas, que não puderam assistir ao ato religioso, esperavam, em frente às suas casas, a passagem do cortejo, a fim de se diri­girem à residência do noivo para as festas do casa­mento.

As cerimônias religiosas demoraram, porém, bastante tempo na residência da noiva.

Dez moças que não puderam ir lá, estavam espe­rando a passagem do cortejo, quando o noivo, a noi­va e os convidados viessem para a casa do primeiro.

Dessas dez moças, cinco eram tolas e desajui­zadas. As outras cinco eram prudentes.

Todas sabiam que não era permitido tomar parte na procissão sem suas lâmpadas ou tochas.

As tolas, porque não tinham cuidado, levavam as lâmpadas com pouco azeite, mas, as prudentes levavam as lâmpadas e também umas pequenas va­silhas com azeite.

O noivo estava tardando...

— Por que estará demorando tanto, a cerimônia religiosa? — perguntavam as moças, uma às outras.

Sentadas, vencidas pelo cansaço, todas elas ador­meceram.

Já era meia-noite, quando alguém, que vinha à frente da procissão, gritou: “Eis o noivo! Venham os convidados ao seu encontro!”

As dez moças, então, se levantaram depressa e prepararam as suas lâmpadas, acendendo-as.

As cinco moças desajuizadas disseram, nesse momento, às outras cinco:

— Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâm­padas estão se apagando... Elas têm pouco azeite...

As prudentes, porém, responderam, com delica­deza:

— Infelizmente, amigas, não é possível, porque o azeite que temos não chega para nós e para vós. Ide ao vendedor e comprai-o para vos...

As cinco moças imprevidentes foram fazer a compra, buscando o vendedor naquela hora tardia da noite. E por isso, demoraram bastante...

A procissão passou, as cinco moças prudentes entraram no cortejo e todos chegaram à casa do noivo. Imediatamente foi fechada a porta, como era costume.

Mais tarde, as cinco moças sem juízo chegaram. A porta já estava fechada.

— Que faremos? — perguntavam elas entre si.

— Batamos à porta — disse uma.

Bateram, gritando: — Senhor, senhor, abre a porta para nós!

O noivo, porém, da janela do sobrado, disse para as moças que estavam na rua: — Agora não é mais possível... Não vos conheço!

E elas não puderam entrar. Se tivessem sido cuidadosas, estariam na festa juntamente com todos os convidados...


Entendeu, querida criança, a grande lição que Jesus nos deixou com esta parábola? Ele a terminou com as seguintes palavras: “Vigiai, porque não sa­beis o dia nem a hora”.

Esta parábola é um convite do nosso Divino Mestre para que sejamos vigilantes, isto é, cuida­dosos.

Devemos estar sempre prontos para o cumprimento do nosso dever. Devemos estar sempre pron­tos para responder à chamada de Jesus para qualquer serviço, pequenino que seja, na Seara do Evangelho. Devemos estar sempre prontos para a hora desconhecida em que Ele nos chamar desta vida presente para a vida espiritual.

Isso é que significa vigilância. Cuidemos, pois, de nossas almas com muito zelo. Sejamos como as moças prudentes da parábola, que traziam suas lâmpadas e mais as vasilhas de azeite. Devemos trazer nossas almas como lâmpadas sempre acesas, ali­mentadas com o azeite da Palavra Divina.

Você viu que o azeite, na parábola, não pôde ser emprestado. Assim sendo, cada um de nós deve cuidar de conseguir o próprio azeite para sua lâmpada, isto é, cada um deve cuidar de aperfeiçoar e iluminar seu próprio coração, pois, não podemos chegar a Jesus pelos merecimentos dos outros. É a “lei de esforço próprio” de que tem falado, muitas vezes, nosso grande Benfeitor Espiritual Emmanuel.

Atenção para outro ensinamento, querida criança: Devemos cuidar da iluminação de nossa alma enquanto é tempo. Não procedamos como as virgens sem juizo, que deixaram a compra do azeite para última hora. Por não serem cuidadosas, perderam o direito de entrada às festas do casamento. Se não cuidarmos também, com antecedência, do aperfei­çoamento de nosso Espírito, não teremos ingresso às Moradas Luminosas de paz, de felicidade e de cooperação com Deus.

Pense nessas coisas muito sérias e santas, meu querido menino. E desde agora, “compre” no Evan­gelho, com as moedas de sua boa vontade e de seu esforço o azeite das Virtudes Divinas para acender a lâmpada do seu coração, preparando-o, cuidadosa­mente, para os serviços do Bem, com Jesus.



(Mateus, capítulo 25º versículos 1 a 13)

1 ENTÃO o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, sairam ao encontro do noivo.
2 Cinco dentre elas eram néscias, e cinco pru­
dentes.
3 As néscias, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo.
4 Mas, as prudentes levaram azeite em suas vasilhas juntamente com as lâmpadas.
5 Tardando o noivo, toscanejaram todas e adormeceram.
6 Mas à meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! Sai ao seu encontro.
7 Então se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas.
8 E disseram as néscias às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão se apagando.
9 Porém as prudentes responderam: Talvez não haja bastante para nós e vós; ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós.
10 Enquanto foram comprá-lo veio o noivo; e as que estavam apercebidas, entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.
11 Depois vieram as outras virgens e disseram:
Senhor, Senhor, abre-nos a porta.
12 Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço.
13 Portanto, vigiai, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

A Parábola dos Primeiros Lugares e dos Convidados


PARÁBOLA DOS PRIMEIROS LUGARES E DOS CONVIDADOS

 

(Evangelho da Meninada)


Eis aqui alguns conselhos práticos que Jesus nos dá nas seguintes parábolas:
Observando Jesus que os convidados escolhiam os pri­meiros lugares nas mesas, disse-lhes:
“Quando fores convidado a um banquete, não te as­sentes no primeiro lugar, porque pode ser que esteja ali outra pessoa, mais autorizada do que tu, convidada pelo dono da casa. E tu, envergonhado, terás de ceder-lhe o lugar, indo para o último. Mas quando fores convidado, vai tomar o último lugar para que, quando vier o que te convidou, te diga.
“Amigo, senta-te mais para cima”.
E isto te servirá de glória na presença dos que estive­rem juntamente sentados na mesa. Porque todo o que se exalta será humilhado, e todo o que se humilha será exaltado”.
Lina, não compreendi bem essa parábola, disse o sr. Antônio.
Nem eu, secundou-o dona Aninhas.
      Vou explicá-la. Nesta parábola, Jesus nos recomenda a modéstia. Nunca perderemos por ser modestos. Não quei­ramos ser mais do que os outros porque, muitas vezes, apesar de todo nosso saber, de todos nossos haveres, de toda nossa virtude, há outros, muitos outros que estão acima de nós. E sendo modestos, eVitaremos desapontamentos e mes­mo humilhações.
Agora compreendi. Realmente, por mais alto que um homem esteja colocado, sempre há alguém acima dele. Nin­guém perde por ser modesto, falou o sr. Antônio.
A modéstia, queridos, recomendou-nos dona Lina, éuma grande virtude que vocês devem cultivar a vida inteira. Porém ouçam o que mais disse Jesus:
“Quando deres algum jantar ou alguma ceia, não cha­mes nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes que forem ricos, para que não suceda que te convidem por sua vez e te paguem com isso. Mas quando deres algum ban­quete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; e serás bem-aventurado porque esses não têm com que te re­tribuir; porém isso te será retribuido na ressurreição dos justos”.
Acho esquisito esse ensinamento, Lina, observou o sr. Antônio.
Ele nada tem de esquisito, titio, respondeu dona Lina. Por essas palavras, Jesus nos ensina que todo o bem que fizermos aos pobrezinhos, ou a quaisquer pessoas, nos sera pago e muito bem pago no mundo espiritual, onde ressurgire­mos depois da morte de nosso corpo. Não é um ensinamento simples e bonito?
      É verdade, respondeu o sr. Antônio.




A Figueira sem Fruto


A FIGUEIRA SEM FRUTO
Mat. 21:18-19

18. De manhã, voltando à cidade, teve fome.
19. E vendo uma figueira à beira da estrada, foi a ela e não achou nela senão somente folhas e disse-lhe: "Nunca de ti nasça fruto". E instantaneamente secou a figueira.
20. E vendo-o, os discípulos admiravam-se, dizendo: como secou repentinamente a figueira?
21. Respondendo, Jesus disse-lhes: "Em verdade vos digo, se tiverdes fidelidade e não hesitardes, fareis não
só isto da figueira; mas se disserdes a esse monte: desarraiga-te e lança-te ao mar, far-se-á.
22. E tudo quanto, tendo fidelidade, pedirdes na oração, recebereis".

***

Site Meimei




Em uma chácara bem formada, o dono tinha muitos pés de fruta. Havia ali laranja, banana, abacate, caju e figueiras.

Uma das figueiras, já fazia três anos que não produzia frutos. O dono da chácara não gostou e chamou seu empregado e mandou que este cortasse a figueira porque ela estava ocupando inutilmente lugar na Terra. Naquele lugar, poderia estar plantada uma outra planta frutífera.

O empregado respondeu: Senhor, deixe-a para mais este ano, até que eu cave em volta dela e lhe deite adubo. Muito bem, disse o dono: faça isso, mas se não der certo, terás que cortá-la.

Como as plantas, nós as criaturas humanas não devemos existir inutilmente e ocupar lugar na sociedade. Cada qual tem a sua função e deve dar o melhor de si, porque sabemos que somos um Espírito encarnado com uma finalidade específica na presente encarnação.

Exemplo: O professor deve estar cheio de amor pela sua profissão e pelos seus alunos.

A dona de casa, (rainha do lar) deve ser verdadeiro primor de missionária. "segundo a querida Meimei"

Mulher: Missionária da vida
Ampara o homem, para que o homem te ampare.

Não te conspurques no vício e nem te mergulhes no prazer.

A felicidade na Terra, depende de ti como o fruto depende da árvore.

Mãe, sê o Anjo do Lar.
Esposa, auxilia sempre.
Companheira, acende o lume da esperança

Irmã, sacrifica-te e ajuda.

Mestra orienta o caminho.
Enfermeira, compadece-te.
Fonte sublime, se as feras do mal te poluíram as
Águas, imitam a corrente cristalina, que no serviço infatigável a todos, expulsa do próprio seio a lama que lhe atiram.

Por mais que te aflijam as dificuldades, não te confies à tristeza ou ao desânimo. Lembra os órfãos, os doentes, os velhos e os desvalidos da estrada que esperam pelos teus braços e sorri com serenidade para a luta. Deixa que o trabalho, tanja as cordas sensíveis do teu.

Sentimento, para que não falte a música da harmonia às pedregosas trilhas da existência terrestre. Teu coração mulher, é Uma Estrela encarcerada. Não lhe apague a Luz para que o amor resplandeça sobre as trevas. Eleva-te, elevando-nos. Não te esqueças de que trazes nas mãos a chave da vida e que a chave da vida é a gloria de Deus "MEIMEI".

Não estamos no mundo por "acaso." Estamos porque sabemos de onde viemos, para onde voltamos e o que aqui estamos fazendo. Somos Espíritos que voltamos à carne. Viemos do Plano Espiritual cumprir na Terra uma tarefa de aperfeiçoamento e para lá voltaremos um dia.

Então, cada pessoa se assemelha a uma célula viva do grande organismo chamado humanidade e se assemelham as células do nosso corpo. As células reunidas, formam tecidos e os tecidos formam órgãos e estes um organismo completo para um perfeito desenvolvimento. Do bom funcionamento geral, podemos deduzir a saúde daquele corpo.

Assim também, do bom desempenho de cada indivíduo no seu trabalho e na sua profissão, vai aparecer o progresso individual e coletivo para o grande organismo chamado humanidade.

Não é só consumir. Temos o dever e a obrigação de produzir. Do contrário seremos como parasitas (plantas ou animais que vivem às custas de outros).

Aquele pois, que foge ao cumprimento desse dever, é indigno da coletividade a que faz parte.

As pessoas não são iguais as plantas e aos animais. As pessoas são superiores porque pensam e raciocinam. Tem aspirações realizáveis neste mundo. Possuem inteligência, vontade, um coração que vive e se nutre de amor e um a consciência que aspira à justiça.

As plantas por exemplo, são fixas no chão, isto é, não se locomovem. Nutrem-se através de suas raízes e respiram pelas folhas.
Os animais se reproduzem para a conservação da espécie através do instinto. Mas tanto as plantas como os animais, produzem os seus frutos e geram suas espécies.

Então, se os seres inferiores, produzem para a humanidade, quanto mais o homem que é o ser mais evoluído da criação, tem o dever de produzir para o benefício geral da humanidade.

Todos devem apresentar os seus frutos, começando pela melhoria própria que é o aperfeiçoamento do caráter. A criança deve aprender a se melhorar, Ver o exemplo das planta e dos animais, o aprendizado necessário. As plantas nos dão alimento e beleza. Vejam lindas jaqueiras. São árvores grandes que nos dão sombra e oxigênio além das deliciosas frutas. Os animais, a vaquinha nos dá o leite precioso, a carne, o couro, os ossos etc. Não é um animal útil?

Qual o fruto que o homem a (criança) devem apresentar. Em primeiro lugar, a melhoria própria, isto é, ser bom, caridoso, não ter ciúmes não mentir, não invejar etc. Cada um tem o que merece por conquista de seu trabalho e de seu esforço. Ex. O dono da chácara trabalhou e economizou por isso pode comprar aquelas terras. Não devemos invejá-lo e sim seguir seus exemplos. Quais exemplos? Trabalhar e economizar para poder comprar umas terras e ter o nosso sítio cheio de pés de frutas. Outra conquista de caráter é sentir-se feliz com a prosperidade alheia (coisa muito rara).

É também dar um pouco do que temos de supérfluo: agasalhos, calçados, alimentos. Assim procedendo, ao voltarmos para a Espiritualidade, estaremos melhores do que quando viemos. Essa é a verdadeira religião. Solidariedade para com o próximo. Lembrar acontecimentos individuais e coletivos.(sul do país)

Comentários de Vinícius, escritor espírita de renome, sobre A FIGUEIRA ESTÉRIL.

Particularmente à infância e à juventude cumpre meditar no assunto desta Parábola. A doutrina que dela ressalta, nada tem de comum com a velha escola religiosa, cujos dogmas caducam e se desfazem ao sopro vigoroso e racionalíssimo do panorama contemporâneo. A religião que surge das páginas do Evangelho não é a religião da velhice, é a religião forte e varonil dos moços. Tal é à vontade de Deus e a natureza da fé que ela inspira.

A figueira era nova. Não se trata de um velho tronco cansado e exausto, mas de uma árvore viçosa e fresca, que nada ainda havia produzido, apesar de se achar em plena época de fertilidade. Isso quer dizer que Jesus apela para a mocidade, pois esse é o estágio de existência em que cumpre estabelecer as bases de um caráter são e íntegro.

O descaso por este apelo do Senhor demanda o emprego de adubos e o removimento da terra em volta da figueira. O removimento e o adubo, a dor que a charrua (arado) produz, rasgando a terra ferindo-a abrindo sulcos profundos. O adubo significa os elementos, as substâncias que tornaram a árvore produtiva. Assim como o arado rasga as entranhas da terra, cortando fundo, revolvendo a superfície endurecida pela canícula, assim o sofrimento a Dor, vem abalar o íntimo de nosso ser, despertando nossa consciência, acordando a razão e afinando os sentimentos. Como o arado e os adubos tornam produtiva a árvore estéril, a Dor converte as almas frias e egoístas em corações generosos, fecundos em obras de amor.

Do livro A GRANDE SÌNTESE transcrevo, sobre a Dor.

"A Dor, tem função importante em nosso aperfeiçoamento. Não adianta mover guerra à Dor. Nunca, no meio do fulgor de tanto progresso a Dor mais aguda e profunda; nunca foi maior o vácuo do espírito e nunca faltou tanta coragem na luta do saber sofrer. A ciência não a compreendeu".
A Dor, cabe uma função fundamental de equilíbrio na economia da vida e que, como tal, não pode ser eliminada. Ela tem íntima função de ordem biológica construtiva, pois que é excitadora de atividades conscientes. A ciência se pôs a campo para eliminar as causas próximas da Dor, quando ela corresponde a uma vasta lei de causalidade em que é preciso rebuscar e eliminar os impulsos primeiros e longínquos. Estes estão na substância dos atos humanos de natureza individual e coletiva.

Por isso o enquanto o homem continuar sendo que é e não souber realizar o esforço e superar a si mesmo, a Dor fará parte integrante de sua vida, com funções evolutivas fundamentais, pois que é o fator irredutível e substancial que a evolução impõe. Se o homem não for capaz de se melhorar e enquanto não se modificar, todas as Dores que o assediam serão justas e bem merecidas. Pobre humanidade que odiais a Dor que haveis semeado; que alimentais a ilusão de vence-la silenciando-a e escondendo-a em vez de compreendei-la. Não se resolvem problemas se não forem enfrentados com lealdade e coragem. Mas cada um, ao contrario, no meio de tanto progresso, vai mudo dentro de si, sorridente sob a mascara da cortesia para ocultar o seu fardo de penas secretas, e cada dia volta a exceder-se em todos os campos e a excitar novas reações que acarretam penas futuras. Isto é inevitável porque, a orientação da vida está toda errada. O homem, na sua ingenuidade, alimenta a pretensão de violar e modificar a Lei. Está na ilusão de poder e saber tudo e de tudo fraudar; das reações e considera o irmão caído como um falido, em lugar de lhe estender a mão a fim de que também lhe seja estendida quando por sua vez vier a cair. Pobre ser o homem! Conservando-se não somente pagão mas bestial, Ele tudo rebaixa ao seu nível - religião, sociedade, ética, preso ainda aos instintos primordiais do furto, da guerra, é necessário ele atravesse Dores terríveis, porque só estas poderão fazer-se entendidas e abalar-lhe a consciência. O homem corre atras dos sentidos, ávido de abusar de tudo, imerso no egoísmo. Se o gênio não se abaixar até ele, por certo não saberá fazer nada para elevar-se até o gênio.

As verdades são amplamente divulgadas, mas o esgotamento dos ideais é coisa tão velha quanto os homens. A última palavra caberá a Dor, única e eterna plantadora do destino. Tenha o homem a coragem de encarar esta realidade e abrace fraternalmente a sua Dor. Aprenda e ascenda na arte de saber sofrer. Há muitas formas de Dor. Há o ser que sofre nas trevas, tocados de ira, num estado de miséria absoluta, sem luminosidade espiritual compensadora. É a dor do furioso, cego sem esperança. Já o homem de consciência, desperta, pesa e reflete; o espírito tem o pressentimento de uma justiça, de uma compensação, de uma libertação e espera. É a Dor tranqüila de quem sabe e expia; é purgatório com o conforto da fé. O sofrimento se detém às portas da alma que possui um abrigo de paz. A mente analisa a Dor, descobre-lhe as causas e a lei, e a aceita livremente como ato de justiça que conduzirá a alegria; de um tormento faz um trabalho fecundo, um instrumento de redenção. Quanto há já perdido a Dor de sua virulência! Quão menos áspero é o golpe quando se quebra contra uma alma assim encouraçada! Forma-se na alma um oásis de harmonia. Entoa-se então, um hino de redenção: BEM- AVENTURADOS OS QUE CHORAM. Dizei-me como sabes sofrer, e eu te direi quem és. Cada qual sofre conforme o nível em que se acha: um maldizendo, outro expiando e outro bendizendo e criando.! Das três cruzes iguais, do Gólgota.

Partiram três brados diferentes. Somente justiça e amor são a reação dos grandes. Para uma maior ascensão do espírito é preciso saber utilizar a Dor, em lugar de combate-la. Não vos aponto como supremo ideal humano à figura primitiva do herói da força, que violenta e vence, mas- ainda que as massas não o compreendam - indico-vos o super homem em que se fundem à vontade do dominador, a inteligência do gênio, a hiper sensibilidade do artista e a bondade do santo; o lutador sobre humano, que perdoa e ajuda aos seus semelhantes. O Santo passa em missão; e só é grande por inclinar-se a educar e levantar, no sentido destas vitórias sobre a Dor.

Comunicabilidade - Vivência - 3º Ciclo


A Margareth optou por usar uma dinâmica.

Dinâmica – Mediunidade

Objetivo: Aprender que além dos 5 sentidos (visão, tato, paladar, audição e olfato) existe um sexto sentido: a mediunidade.

Material: Paladar (balas de vários sabores), olfato (balas com cheiro de banana, morango, hortelã, limão, laranja, chocolate, sabonete etc), tato (escova de dente, pasta de dente, escova de cabelo, cola, estojo, relógio, pincel, esmalte etc), audição (levar os sons de animais gravados em computador), visão (4 figuras com ilusão de ótica).

Descrição: A evangelizadora deverá estimular os sentidos dos evangelizandos.
5 sentidos:

Paladar: Chupar as balas de vários sabores. Perguntar antes se alguém tem alguma restrição.

Olfato: Sentir o cheiro das balas de vários sabores diferentes, do sabonete, do chocolate etc.

Tato: Tapar os olhos para sentir com o tato os seguintes objetos: escova de dente, pasta de dente, escova de cabelo, cola, estojo, relógio, pincel, esmalte etc.

Audição: Ouvir os sons de animais gravados em computador.

Visão: Visualizar 7 figuras com ilusão de ótica.

Comentário: Temos 5 sentidos e a mediunidade, que poder ser considerada um sexto sentido. “Toda pessoa que sente, em um grau qualquer, a influência dos Espíritos, é médium.”

Pode-se, pois, dizer que todo mundo é, mais ou menos, médium. “Entretanto, usualmente, esta qualificação não se aplica senão àqueles nos quais a faculdade medianímica está nitidamente caracterizada”.

(Livro dos Médiuns cap. 14, Allan Kardec) (baseada em autor desconhecido  e no Livro dos Médiuns)


Comunicabilidade - Vivência - 2º Ciclo


A aula foi da Ana Lúcia, ela pediu aos evangelizandos que se levantassem e formassem uma fila. Chamou um por um, tapou os olhos deles e pediu para:
Cheirarem um creme, sentirem esse creme nas mãos, comerem balas de diferentes sabores, escutarem uma música e com os olhos abertos verem os objetos da sala.

Depois de um tempo, pediu para eles se sentarem e perguntou: “Quais são os nossos 5 sentidos?” Falou que existe um sexto sentido, qual seria? A Mediunidade.

Relembrou a aula anterior e os tipos de mediunidade.

Aplicou o Jogo da Mímica: Dividiu a turma em grupos, escreveu em cartões algumas profissões, um membro do grupo tirou um cartão e fez uma mímica para o grupo adivinhar qual profissão, no final perguntou: Como foi possível descobrir as profissões citadas nos cartões?
Existem outras maneiras de nos comunicar com as pessoas?
O que é comunicação?
Podemos mandar e receber mensagens de qualquer pessoa?
Podemos receber mensagens de desencarnados?
Como os desencarnados se comunicam com os encarnados?
O que é preciso para que essa comunicação ocorra?

Contou a história “A curiosidade de Mariana”

Entregou um pedaço de papel para cada evangelizando e pediu que cada um escrevesse uma pergunta que gostaria de fazer a um espírito. Recolheu, embaralhou e entregou para que eles mesmos respondessem.

LEMBROU QUE TODOS NÓS SOMOS ESPÍRITOS, NO MOMENTO ENCARNADOS E O FATO DO ESPÍRITO ESTAR DESENCARNADO NÃO SIGNIFICA QUE ELE SABE TUDO, POR ISSO A NECESSIDADE DO ESTUDO E DE UM LUGAR ADEQUADO COM PROTEÇÃO DOS NOSSOS MENTORES.

Aplicou o Jogo da Velha - cada item representando uma pergunta que deveria ser respondida pelo grupo:
1-Para que servem os sentidos?
2-Quais são os nossos sentidos?
3-Qual é o nosso sexto sentido?
4-Por meio da mediunidade o que é possível perceber?
5-Todos nós somos médiuns?
6- O que é vidência?
7-O que é Psicografia?
8-O que é mediunidade de efeitos físicos?
9-O que é psicofonia?
10- O que é audiência?
11- A mediunidade pode ser cobrada?
12- Quem foi Yvonne A Pereira?
13- O que você se lembra sobre ela?
14- Os médiuns podem perder a sua mediunidade?
15- O bom médium é aquele que é simpático aos_____________ espíritos  ( bons)
16- É preciso estudar?
17- Um espírito desencarnado sabe tudo?
18- O que o médium faz?
10-Fechamento e prece.

História "A curiosidade de Mariana"

Mariana era pequena, mas conhecia bem a rotina do Grupo Espírita onde sua família trabalhava. Ela freqüenta a Evangelização, aos sábados à tarde, e nas quartas-feiras, de vez em quando, acompanhava seus pais aos trabalhos do Grupo.
Ela já conhecia: Palestra Pública
                        Passe
                        Assistência às famílias assistidas
                        Atendimento Fraterno
Quando a Palestra Pública terminou, sua mãe foi trabalhar no passe e ela teve que esperar. Ela sempre pegava um livro emprestado na Biblioteca. Ela sabia muitas coisas. Sabia até o que era uma obra psicografada!
Apenas uma coisa Mariana não conhecia no Centro (e ela estava cheia de curiosidade!): era aquele tal de "Grupo Mediúnico ou Reunião Mediúnica". Quando terminava a Palestra, vários adultos iam para uma sala. Como a porta não ficava aberta, ela não tinha a menor idéia do que eles faziam...
Naquela noite, ela resolveu ir espiar. Logo ouviu, bem baixinho, uma voz que dizia:
- O que está fazendo aí, mocinha?
Era Hélio, o rapaz da Biblioteca! Mas que susto a menina levou! E os dois riram baixinho, para não atrapalhar ninguém...
Mariana explicou sua curiosidade: queria saber o que era esse "Grupo Mediúnico". Hélio disse que também tinha essa curiosidade... Ele sabia o que era médium e mediunidade, mas não sabia muito bem o que eles faziam nessas reuniões...
Alguém sabe o que é um Médium?
E Mediunidade?
Eles esperaram a reunião terminar e foram tirar suas dúvidas com o "Seu Diomar", o dirigente do Grupo Mediúnico. Com a maior paciência, ele explicou:
- Primeiro, fizemos uma pequena leitura para reflexão, depois uma prece e, logo a seguir, com a ajuda dos médiuns, os espíritos se comunicam com a gente: por escrito ou pela voz, nós recebemos mensagens deles. Mas também há os espíritos que estão confusos, que ainda não se acostumaram com a volta à vida espiritual: então nós conversamos com eles, tentando ajudá-los. Encerramos a reunião com uma prece. É isso que nós fazemos em uma reunião mediúnica! E mostrou uma figura em uma revista (mostrar uma figura às crianças).
Hélio e Mariana acharam muito legal o trabalho das Reuniões Mediúnicas: encarnados e desencarnados ajudando uns aos outros!
E aprenderam que, em vez de ficarem imaginando mil coisas, poderiam ter perguntado antes!



Comunicabilidade - Vivência - 1º Ciclo


A Joelma começou a aula relembrando a aula da semana passada, fazendo algumas perguntas.

Entregou ao evangelizandos partes divididas do poema Espiritismo de Casimiro Cunha.
ESPIRITISMO

Espiritismo é uma luz
Gloriosa, divina e forte,
Que clareia toda a vida
E ilumina além da morte.

É uma fonte generosa
De compreensão compassiva,
Derramando em toda parte
O conforto d’Água Viva.

É o templo da Caridade
Em que a Virtude oficia,
E onde a bênção da Bondade
É flor de eterna alegria.

É árvore verde e farta
Nos caminhos da esperança,
Toda aberta em flor e fruto
De verdade e de bonança.

É a claridade bendita
Do bem que aniquila o mal,
O chamamento sublime
Da Vida Espiritual.

*

Se buscas o Espiritismo,
Norteia-te em sua luz:
Espiritismo é uma escola,
E o Mestre Amado é Jesus.

Fontes: Espíritos Diversos - "Parnaso de Além-Túmulo" - Psicografia Chico Xavier

Pediu que cada um lesse, uma estrofe. Explicou que era um poema mediúnico, psicografado pelo médium Chico Xavier. Levou esse poema em um cartaz e um livro com poesias mediúnicas. Declamou algumas poesias do livro Cartilha da Natureza, com a ajuda das outras evangelizadoras.

Explicou que metade deles ficaria sentada para escrever o que outro que estaria de pé pedisse. Entregou imagens para quem estava de pé, as imagens estavam dentro de um rolo de papel toalha, para serem observadas no momento da vivência
. Incentivou-os a olharem bem a imagem, e dizerem o que estavam vendo. Depois construiu um texto/poesia sobre as imagens.

Perguntou o que sentiram e deixou que falassem livremente.

Colou as mensagens (texto/poesia) ao lado das imagens.