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quarta-feira, 2 de maio de 2018

A Escolha dos Discípulos


Uma espreguiçadeira forrada com alvo lençol e uma confortável almofada abrigavam o homem adormecido… Sua cabecinha branca, seu rosto sereno, seus olhinhos cerrados pelo sono... que coisa tão linda!

Foi assim que o rapazola esguio, recém-entrado na adolescência, encontrou seu avô, repousando na varanda repleta de samambaias. Emocionado, curvou-se e beijou-o docemente.

- Ângelo, meu querido, já de volta?

- Vovô Carlindo... desculpe-me, não tinha intenção de acordá-lo.

- Não se aborreça, filho. Na minha idade, o sono já não é tão profundo. Fica-se ronronando como os gatinhos... O que o intriga desta vez?

- Nada de tão grave, vovozinho... apenas estou com um dilema: como o senhor sabe, eu tenho uma infinidade de amigos que me são muito caros e estou achando difícil selecionar entre eles os que devam vir em minha casa, sair em minha companhia, enfim, fazer parte do meu cotidiano.

- Ora querido, vou contar-lhe como Jesus escolheu seus discípulos. Acho que isso vai ajudá-lo.

E o velhinho começou: - Ele tinha bom senso; procurou escolher, dentre a multidão que o acompanhava por toda parte, os verdadeiramente entusiasmados pelas suas ideias, aqueles seguidores fiéis, que seriam capazes de conduzir os outros homens, tal como o pastor que sabe guiar as suas ovelhas pelos lugares mais seguros, onde elas ficariam abrigadas e felizes.

Desse modo, Jesus começou a fazer convites. Passando pelo Mar da Galiléia, chamou os dois irmãos: Simão (que Ele chamou de Pedro) e André, que eram pescadores.

Prosseguindo, encontrou outros dois irmãos: Tiago e João, que também foram convidados. E assim, Jesus continuou até convidar doze homens, que Ele sabiam seriam capazes de levar sua mensagem por todo o território da Judéia.



Esses homens, seus discípulos, chamados, mais tarde, apóstolos, foram os seguintes: Simão Pedro, Tiago, João, André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago (filho de Alfeu), Simão e Judas Iscariotes. Eram as pessoas certas; Jesus sabia que com eles a sua doutrina amorosa não seria perdida e ficaria sempre entre os homens.

O vovô terminou,  aí Ângelo comentou: - Essa história, vovô, mostra-me a seguinte verdade: devo selecionar, para conviverem comigo, os amigos cujos hábitos de vida, desejos e sonhos mais se assemelhem com os meus. Como o Mestre Jesus percebi que deverei escolhê-los, usando o mesmo critério de amor e justiça com que Ele escolheu os seus discípulos.

Autora Rosenir Teixeira Pereira - Extraída do Livro "O melhor é Viver em Família" volume 12

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