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quinta-feira, 7 de setembro de 2023

FRATERNIDADE – 3º CICLO

 


1º MOMENTO: Ambientação no Salão principal


2º MOMENTO: Prece, Passe e Água Fluidificada

  
3º MOMENTO: Explicação do Tema
  
Uma breve noção sobre o conceito de fraternidade:
 
No seu derivado do latim fraternitas, é a ideia de irmandade, conjunto de irmãos, afeição entre irmãos. Neste sentido, expressa um forte sentimento mútuo entre irmãos, designando a qualidade que liga integrantes de uma mesma família. E nós, somos irmãos em humanidade.
 
A fraternidade é virtude que todos nós devemos cultivar, praticando a gentileza para com todos, visitando enfermos, respeitando o próximo, sendo bondosos e compreensivos para com todos.
 
Ela pode ser manifestada nos pequenos gestos, na gentileza do dia a dia, na pequena doação, na oração pelo próximo, no respeito às diferenças e em qualquer espaço que a pessoa estiver.
 
Viver em fraternidade é, portanto, viver uma vida de cuidado, de maneira simples, na qual o que realmente importa é o ser humano.
 
Já estudamos aqui sobre empatia, união, tolerância, colaboração, perdão, humildade, gentileza, e tantas outras virtudes. E essas virtudes tem a ver com a Fraternidade.
 
Precisamos nos humanizar para evoluirmos.
 
Se vivermos concretamente a fraternidade, estaremos fazendo a maior e melhor pregação do Evangelho, pois nossas atitudes são mais importantes do que só a fala. 
 
Não adianta falar e não praticar.   Os apóstolos eram fraternais, não só entre si, mas, principalmente, por uma vida mais digna para seus irmãos.
 
Essa verdade, arrastou inúmeras pessoas: a cada dia, o Senhor aumentava o número daqueles que se contagiavam pela fraternidade efetivamente vivida pelos primeiros cristãos.
 
A fraternidade evangélica não se resume à simpatia que temos pelas pessoas do nosso grupo. Ela extrapola esse parâmetro, abrange especialmente os pobres e os necessitados. E não poderia ser diferente, porque Cristo identificou-se com os pobres.
Quando falamos de pobres, não os estamos reduzindo somente ao grande número daqueles que nada têm. É claro que os abrange de modo especial, mas, estão incluídos também os doentes, os presos, os oprimidos, os marginalizados, os humilhados, os menores e as prostitutas, entre outros.
 
Deus ama a todos sem distinção





Ainda hoje, Deus quer nos falar por intermédio dos homens; e, de fato, nos fala. Por meio dos pobres e marginalizados, o Senhor, quer gritar por justiça.

Através dos menores, Ele nos fala de amor. Por meio dos oprimidos, nos fala de libertação.

Através de um amigo querido, Ele nos fala do amor verdadeiro, do perdão, da doação. Enfim, através dos homens, Deus, sempre tem uma mensagem especial e específica para nós. É preciso ouvi-Lo.

Por isso, devemos promover a paz e da justiça. E devemos evitar o julgamento, a fofoca, a calúnia, a mentira, a inveja e o ciúme. A fofoca e a calúnia são os maiores obstáculos para que, o homem entre em contato com Deus, por meio dos outros homens. As fofocas e calúnias são frutos da inveja e do ciúme. E nós como Cristãos, não devemos ter esses sentimentos em nós. Nem esses, e nem os outros sentimentos que não são do bem.

A divisão entre os cristãos é o maior escândalo do mundo. Cristo pediu que fôssemos um, somente assim o mundo iria crer na Palavra d’Ele. Mesmo assim, os cristãos se deixam levar pela fofoca e pela calúnia. Com isso, além de pecar, não trabalham para a verdadeira evangelização.

Como Jesus, precisamos ser promotores da paz, da justiça e da vida verdadeira. Nossa presença no meio dos homens deve ter essa verdade.

https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/vida-de-oracao/como-cristaos-precisamos-viver-a-fraternidade-pregada-no-evangelho/

 
 
4º MOMENTO: Dona Chuá. Uma História de Fraternidade
 
“Estava eu, na orla de Copacabana, conversando com Dona CHUÁ, quando chegou um vendedor ambulante de óculos e pau de self.

Logo ela o trouxe para nossa conversa.

Papo vai, papo vem, descobri que ele era de Dakar (Senegal).

Essa informação abriu espaço para que eu falasse da minha recente viagem às aldeias moçambicanas (participei da Caravana de setembro/2017). E também sobre o apoio que a Organização FRATERNIDADE SEM FRONTEIRAS dá a um projeto, que ampara crianças e adolescentes, em situação de risco, no Senegal.

Dona CHUÁ ficou maravilhada com tudo que eu falava.

De repente ela pegou uma bolsinha rosa e de lá tirou uma nota de 10 reais. E perguntou-me:

– Quando você vai de novo à África ?

Eu respondi:

– Não sei, mas tenho vontade de um dia voltar.

Ela:

– Então leve esse dinheiro para as crianças. Eu fui órfã de pai e mãe e passei fome. Sempre me comoveu ver as crianças africanas passando fome. E sempre quis conhecer alguém que pudesse levar a minha ajuda.

Na hora eu não quis aceitar. Mas logo entendi a importância daquele gesto.

Então lhe disse que em dezembro deste ano, faremos um grande Bazar, aqui no Rio, e o dinheiro arrecadado vai para as crianças na África. A sua doação será juntada a esse valor.

Ela ficou extremamente feliz e disse que confiava em mim para o envio dessa doação.

Peguei o celular para anotar o seu nome e ela falou:

Eu me chamo Maria da Graça, mas escreve aí, CHUÁ. É assim que sou conhecida”.


Quais sentimentos vocês perceberam que tinham nessa história de fraternidade ?
 
- caridade;
- empatia;
- bondade;
- amor ao próximo;
- irmandade;
 

E tantos outros sentimentos bons né.  E são esses sentimentos que devemos ter em nossos corações, bem fixados, para que possamos praticá-los no nosso dia a dia.  E cada vez mais e mais, para que possamos ser os novos discípulos do Cristo.

 
 
5º MOMENTO: Dinâmica
 
Cabeçalho: CARTAZ DA FRATERNIDADE
Formar grupos com 03 Evangelizandos.  Cada grupo terá uma cartolina para desenhar, botar recortes e palavras sobre o tema da aula.
 
 
6º MOMENTO: Música (todos em pé e de as mãos dadas) e Prece Final 


https://youtu.be/GarzMmPJxHg?si=nvCg-8XhC2w4pLeF




domingo, 6 de agosto de 2023

MODERAÇÃO – 3⁰ Ciclo

 


1º MOMENTO: Ambientação no Salão principal. 
 

2º MOMENTO: Prece, passe e água fluidificada. 
 

3º MOMENTO: falar sobre o tema. 
 
Moderação:  Qualidade que consiste em evitar excessos.
 
Podemos definir moderação como a qualidade de quem age com prudência (com calma), evitando tudo o que acreditamos ser fonte de erro ou de dano. A gente tem que pensar.... Isso está certo?  Vai causar algum dano para mim ou para alguém? 
 
Moderação é cautela, cuidado. Sabedoria.
 
 “Tudo que se faz com moderação dá certo.   É muito importante aprendermos a viver com moderação. 
 
Devemos ter moderação no comer, no dormir, no vestir, no falar, no calar, no sorrir, no chorar, no exercitar, no trabalhar, no descansar... em tudo. 
 
Nossa tendência natural não é a moderação, mas os excessos, os extremos. 
 
Jesus deseja que cada um de nós desenvolva a moderação. Ela é atributo Divino.
 
Quando Jesus, sofreu por nós a ponto de sangrar por todos os poros, Ele não expressou raiva ou se queixou por causa de Seu sofrimento. Com insuperável autodomínio, (moderação) não pensou em Si mesmo, mas em cada um de nós. Com humildade e imenso amor.
 
 
https://www.semeandovida.org/2022/07/moderacao-em-tudo.html
 

4º MOMENTO:  Reflexões

Vivemos em um mundo de contrastes. Em um mundo de muitos desastres, roubos e tragédias. Muitos querem culpar a Deus pelo caos, mas sabemos que esta desordem vem da falta de equilíbrio em que a gente vive. A culpa deste desequilíbrio é nossa, e não de Deus.
Imagina uma pessoa que não tem moderação, que só grita, só xinga... aí se envolve num pequeno acidente de trânsito.  O carro do lado, passou e deu uma leve encostada no carro dele, que nem amassou... Ele não vai se importar com o tamanho da leve encostada, mas sim vai fazer aquele escândalo. Se bobear, vai para cima do outro condutor para agredi-lo. Sem ao menos perceber que ele não fez de propósito.  O rapaz pode até ter tido um mal estar no volante.  Mas a falta de moderação cega a gente.
Quando a pessoa não tem moderação é feio de ser ver... uma pessoa que não tem limites para falar alto, para comer muito, para se vestir com roupas muito curtas… Tem gente que nem chora, tem gente que berra, que parece que a veia da garganta vai pular do pescoço.  É horrível isso né?
Para tudo temos que ter moderação.  Moderação com os horários para jogar, ver filmes, brincar. Temos que ter moderação até com o que temos dentro em casa.  
Tem gente que tem um monte de roupas, calçados, brinquedos, que nem usam mais.  Só acumulam as coisas ao invés de doar para uma pessoa ou uma casa de caridade.
A moderação evita extremos e está relacionada ao autocontrole. A moderação é uma coisa boa, mas viver uma vida de moderação é um desafio. 
 
Mesmo as coisas boas podem se tornar um obstáculo para nós, se usadas sem moderação. O chocolate é bom, mas muito não é saudável.  Somos naturalmente imoderados.
 
Quando não estamos vivendo com moderação, quando não temos autocontrole em uma determinada área de nossas vidas, isso pode indicar que não estamos permitindo a presença de Deus plenamente nessa área. Não precisamos viver na derrota. 
 
O mundo apela à luxúria e avança na mentira de que o que precisamos é mais diversão, mais coisas, mais entretenimento. O que realmente precisamos é de Deus. E devemos desejá-lo acima de tudo.  
https://www.gotquestions.org/Portugues/Biblia-moderacao.html
 

5º MOMENTO: Dinâmica e Conversa  
 



6º MOMENTO: Música e Prece final.

terça-feira, 1 de agosto de 2023

RESPONSABILIDADE E MEIO AMBIENTE – 3º Ciclo

 


1º MOMENTO: Prece, passe coletivo e água fluidificada

 

2º MOMENTO: Qual o tema da aula? O que é?  O que é?

 

Quando nascemos ainda não temos, quando ficamos adolescente temos parte dela e quando ficamos adultos, ela é totalmente nossa? Responsabilidade

 

3º MOMENTO: Definição segundo dicionário:

 

Responsabilidade é um substantivo feminino com origem no latim e que demonstra a qualidade do que é responsável, ou obrigação de responder por atos próprios ou alheios, ou por uma coisa confiada. A palavra responsabilidade está relacionada com a palavra em latim respondere, que significa "responder, prometer em troca".

 

A responsabilidade social é o modo de pensar e agir de forma ética nas relações.

 

Exemplos de Responsabilidade

Manter a palavra dada e cumprir com os compromissos assumidos. Agir com ética (valor moral) e integridade em todas as situações, mesmo que isso signifique tomar decisões difíceis. Seguir as leis e regulamentos estabelecidos para garantir a segurança e o bem-estar de todos.

 

4º MOMENTO: exposição e reflexões

 

Responsabilidade e conhecimento são diretamente proporcionais? Somos responsáveis pelas circunstâncias que nos ocorrem? Por que temos a tendência de responsabilizar os outros pelos nossos insucessos? É-nos indispensável o desenvolvimento da responsabilidade coletiva?

Dinamizando: As 3 perguntas abaixo do LE, as respostas impressas serão fixadas embaixo de 3 cadeiras aleatórias, será solicitado que verifique quem tem um o papel onde está sentado, e este identificará qual é a pergunta a qual a resposta está em seu poder quando o evangelizador ler as perguntas, falando o que entendeu.

LE 258: “Quando no estado errante e antes de reencarnar, o Espírito tem a consciência e a previsão das coisas que lhe sucederão durante a vida?”

R: “Ele próprio escolhe o gênero de provas que quer suportar e é nisso que consiste o seu livre arbítrio.”

LE 258a: “Não é Deus que lhe impõe, então, as tribulações da vida como castigo?” 

R: “Nada ocorre sem a permissão de Deus, pois é Ele que estabelece todas as leis que regem o Universo. (...) Dando ao Espírito a liberdade de escolha, deixa-lhe toda a responsabilidade de seus atos e suas consequências, de maneira que nada entrava (para) o seu futuro; o caminho do bem, como o do mal, lhe está aberto.” 

LE 871: “Visto que Deus sabe tudo, sabe, igualmente, se um homem deve, ou não, sucumbir (falhar) em uma prova; por conseguinte, qual a necessidade dessa prova, visto que ela não pode ensinar nada a Deus, que já não saiba, sobre a vida desse homem?”

R: “(...) A prova não tem o objetivo de esclarecer a Deus sobre o mérito desse homem, porque Deus sabe perfeitamente o que ele quer, mas de deixar a este homem toda a responsabilidade de sua ação, visto que tem a liberdade de fazer ou não fazer. Tendo o homem a escolha entre o bem e o mal, a prova tem por efeito colocá-lo em luta com a tentação do mal e deixar-lhe todo o mérito da resistência.” 

 

• À medida que vamos aprendendo, entendemos que é preciso desenvolver o senso de responsabilidade. Desenvolvemos pois nossos melhores esforços como pessoas responsáveis, porque assim agindo estaremos caminhando com segurança e ajudando os outros principalmente pelo exemplo.

• Como espíritas, conhecedores do Evangelho e da Espiritualidade, nossa responsabilidade perante os semelhantes é maior principalmente nos dias atuais em que o mundo atravessa uma fase de transição.

• A criança e o jovem conscientes dos seus deveres não esquecem suas responsabilidades no trabalho, na rua, no lar, na escola, estudando suas lições e dando às suas atividades ou mesmo entretenimentos, o sentido positivo e equilibrado que o Evangelho e a Doutrina Espírita recomendam. Não podemos conceber aprendizado espiritual sem o cumprimento dos deveres mínimos.

• Observemos com muito critério tudo aquilo que nos cabe fazer, empreendendo cada tarefa com responsabilidade indispensável que nos fará cada vez mais merecedores da confiança Divina.

 

www.uemmg.org.br/cofemg/area-de-infancia-e-juventude/conteudo-programatico/livro/6-conduta-espirita-vivencia-32

 

Dinâmica de grupo:

Cada evangelizando receberá 2 bolas de gás identificada com seu nome. Cada bola representará a ação que é de sua responsabilidade. As bolas serão soltas no ar e cada um deverá manter as bolas no alto fazendo o esforço e controle necessário para não deixar cair, quem não manter o controle sairá da brincadeira e depois será incentivado para que na próxima oportunidade mantenha o foco em sua responsabilidade para cumprimento do seu dever.

 

5º MOMENTO:  Texto momento Espirita - A responsabilidade de cada um – como introdução ao próximo tema Meio Ambiente (será projetado

 

Fotos e vídeos de diferentes partes do mundo vêm mostrando imensos danos que o acúmulo de lixo tem causado na natureza.

Praias abarrotadas de resíduos plásticos, animais marinhos e aves mortos por terem ingerido grandes quantidades desses materiais, confundindo-os com alimentos.

Outros com os movimentos comprometidos, enrolados em redes de pesca, sacolas plásticas e resíduos descartados indevidamente.

Vemos tartarugas com canudos plásticos enterrados nas narinas, morrendo por asfixia... enfim, uma série de cenas que chocam e entristecem.

Campanhas alertam para não jogar esses materiais nas praias, nos rios, nas ruas.

Outras conclamam a deixarmos de utilizar materiais plásticos ou reduzir drasticamente sua utilização, e mesmo, reciclar, reutilizar, reaproveitar.

Há quem considere o plástico como vilão, no entanto, ele não é o vilão real. Os copos plásticos e os canudos, por exemplo, ajudaram a reduzir enormemente as contaminações hospitalares por conta de copos mal lavados e infectados, salvando assim inúmeras vidas.

O grande responsável pela poluição e pela morte de milhares de animais é, na verdade, o ser humano, que age de maneira descuidada.

Culpar canudos, potes, tampas e sacolas plásticas é uma forma de desviar a responsabilidade do real culpado.

Quando jogamos um papel de bala na rua, ele vai parar na galeria de esgotos e vai desembocar em um rio e no mar.

Uma sacola plástica não vai por vontade própria para o mar. Ela é um objeto inanimado, não tem pernas nem escolhe sua destinação.

A ação humana, por negligência, é que a coloca na rota do mar, e no estômago de algum animal faminto.

Nós, seres humanos, precisamos ampliar nossa visão de mundo, indo além de nosso entorno, prestando atenção nas consequências de nossos atos, mesmo aqueles que, nos momentos em que os realizamos, nos pareçam insignificantes.

Ano após ano, é preciso investir recursos, que poderiam ser utilizados em outras áreas, para desenvolver tecnologias e ações para resolver problemas causados por nós, em diferentes setores da sociedade.

Verificamos que tais tecnologias não têm sido suficientes para solucionar todos os problemas que se originam, na maioria das vezes, da nossa irresponsabilidade.

A questão do lixo é apenas uma delas.

Enquanto não nos conscientizarmos de que a natureza não existe para nos servir, que somos parte integrante dela, assim como as plantas e os animais, criaremos sempre novos e mais sérios problemas.

Abandonar o uso de embalagens plásticas e reciclar o lixo diminui muito o problema da poluição dos oceanos e das praias.

No entanto, se continuarmos focados apenas em nós, ignorando a natureza que nos cerca, corremos o risco de não darmos conta dos problemas e ainda criarmos outros, comprometendo severamente a existência de tudo o que tem vida na Terra.

Que possamos ter um olhar mais abrangente, respeitoso e responsável para com a natureza e que consigamos desenvolver um senso de responsabilidade sobre tudo o que nos cerca.

Pensemos nisso porque, afinal, trata-se da sobrevivência de toda espécie de vida, sobre a Terra.

Redação do Momento Espírita.
Em 10.12.2018.

 

6º MOMENTO: Perguntar o que se comemora no dia 05 de junho? O dia Mundial do Meio Ambiente

Apresentação do vídeo Meio Ambiente

https://www.youtube.com/watch?v=34FtUCjdIBM

 

7º momento: Vídeo da música Libertação e Prece Final

https://www.youtube.com/watch?v=YrYPeyJ914Q

 

Responsabilidade (subsídios)

LE 258 - A literatura espírita ensina que, antes de o espírito renascer – ou seja, de assumir uma nova encarnação, uma nova vida –, é submetido a um planejamento reencarnatório, no qual ele também pode contribuir na tomada de decisões, se para isso apresentar condições evolutivas, escolhendo a espécie de ocorrências que enfrentará em sua próxima existência. Assim, quanto maior for o progresso de um espírito, mais livre ele é para realizar seu destino, como também mais responsável se torna pelas consequências de suas escolhas e opções. “Quanto mais amplitude em nossos conhecimentos, mais responsabilidade em nossas ações.”

LE258A - Com os postulados espíritas, temos que os desafios – ou seja, as provas e as expiações – a serem vivenciados pelo indivíduo não são castigos instituídos por Deus, mas formas educativas possibilitadas por Sua sabedoria, que visam proporcionar-lhe os aprendizados necessários para o atingimento de níveis cada vez mais elevados de evolução.

Sendo assim, estar no corpo físico não se trata de um acaso, porque a reencarnação é a abençoada escola que nos permite usufruir do mérito dos próprios êxitos e conquistas, quando verdadeiramente nos conscientizamos da responsabilidade, perante nosso crescimento pessoal.

De nós depende a nossa melhoria, pois, com relação a todas as coisas, desfrutamos da liberdade de fazer ou de não fazer aquelas ações.

*** CONCLUSÃO ***

Todas as nossas aspirações movimentam energias para o bem ou para o mal. Por isso mesmo, a direção delas afeta à nossa responsabilidade. Analisemos com cuidado a nossa escolha, em qualquer problema ou situação do caminho que nos é dado percorrer, porquanto o nosso pensamento voará, diante de nós, atraindo e formando a realização que nos propomos atingir e, em qualquer setor da existência, a vida responde, segundo a nossa solicitação.

Com essas palavras, fica evidente que a pessoa responsável por nós... somos nós mesmos. Somos, em síntese, causa e efeito das escolhas e atitudes!

É, portanto, é imprescindível o desenvolvimento da responsabilidade no pensar, sentir e agir, porque o encargo do livre arbítrio é examinar e discernir (distinguir, diferenciar) o que se deve e se pode fazer, daquilo que se pode, mas não se deve realizar.

Daí a necessidade de se conduzir o comportamento de modo a não assumir compromissos caracterizados pelo desvio de responsabilidade, porque, no âmbito da lei de ação e reação, a criatura humana é responsável – por conta de suas ações – pelas reações que colhe a partir de seus atos.

À medida que se nos aclara a consciência e se nos engrandece a noção de responsabilidade, reconhecemos que a nossa dignificação espiritual é serviço intransferível. Devemos a nós mesmos quanto nos sucede em matéria de bem ou de mal. ...

Silvia Helena Visnadi Pessenda - sivipessenda@uol.com.br


PERDÃO (COMO PERDOAR) – 3º Ciclo

 


1. TEMA: O Perdão - Como perdoar
 
2. OBJETIVO: A criança conscientizar-se-á de que a prática do perdão é um dos pontos básicos para a convivência perfeita, a felicidade, o progresso, a libertação do Espírito, e que o perdão deve ser exercido integralmente, com o esquecimento das ofensas.
 
3. BIBLIOGRAFIA:
 
Mt, 5: 25 e 26, 44; 6: 14 e 15; 18: 15, 21 e 22; 26: 41.
LE, 918; ESE., 10: 1 a 15; 12.
Almas em Desfile (Hilário Silva / F. C. Xavier e Waldo Vieira), 2ª parte, cap. 16.
 
4. DESENVOLVIMENTO:
 
a) Incentivação inicial: Diálogo.
 
Ler, ou pedir a alguma criança que leia, no cap. 10 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” os trechos evangélicos citados acima (itens 2, 3 e 5) e perguntar às crianças por que motivo Jesus falava tanto em perdão e reconciliação.
 
b) Desenvolvimento: Exposição dialogada.
 
A mensagem do Evangelho de Jesus não se destina aos templos, mas à vida diária. O ensinamento a respeito do amor ao próximo não é apenas um conceito abstrato para servir de base a comentários durante as práticas religiosas, mas sim um alerta para o esforço que cada um deve desenvolver no sentido de ter uma convivência pacífica entre as criaturas.
 
O perdão é um dos elementos básicos para a boa convivência. No lugar onde não há perdão, não há paz, pois as pessoas que não perdoam vão acumulando as mágoas e os rancores, umas contra as outras, o que gera um clima de tensão.
 
Quando se vive num ambiente tenso, muitas atitudes comuns e até mesmo inocentes poderão ser tomadas como agressivas ou provocadoras e redundarem em acontecimentos desagradáveis.
 
Se recebemos um mal qualquer, como seja uma ofensa, uma agressão, uma traição ou se somos vítimas de calúnia, devemos procurar não responder do mesmo modo, ou tomar qualquer atitude de vingança contra aquele que praticou a má ação, pois se retribuirmos o mal com o mal, estaremos no mesmo nível daquele que nos ofendeu. “Responder à altura”, conforme muitas pessoas dizem, significa que nos colocamos exatamente no mesmo nível daquele que nos agrediu. Ora, se a ofensa parte de uma pessoa com baixo padrão vibratório, responder-lhe à altura significa baixar também o nosso. Quem é realmente superior não desce a um nível inferior, senão para ajudar.
 
Como sabemos que a pessoa que pratica o mal está invariavelmente perturbada, é fácil deduzir que sempre que estivermos retribuindo o mal com o mal estaremos nos perturbando também, pois estaremos guardando uma mensagem desequilibrada que nos chegou. Estaremos nos ligando ao mal. Se, ao contrário, procurarmos, com o auxílio da prece, perdoar e esquecer a ofensa recebida, ficaremos desligados da pessoa desequilibrada e, consequentemente, ela não nos poderá atingir.
 
Devemos nos lembrar sempre de que todo aquele que ofende, calunia, agride, xinga, aborrece os outros, é alguém que está em desarmonia consigo mesmo, que está perturbado, desequilibrado. Jesus ao nos aconselhar “orai pelos que vos perseguem e caluniam”, estava não só ensinando a procurarmos ajudar um irmão necessitado, como também a nos pormos a salvo do mal que ele nos queira fazer, pois quando oramos, nos colocamos num padrão vibratório mais elevado, o que nos livra da ligação com o mal.
 
Todo aquele que tem boa formação sente naturalmente piedade por uma pessoa que seja doente, que tenha uma moléstia grave, uma tuberculose, um câncer, por exemplo. Entretanto, se a pessoa for doente da alma, alguém que prejudica, persegue, fala mal, calunia, essa às vezes causa raiva e até desejos de vingança, embora seja também doente, com a diferença de a sua doença estar na alma e não no corpo. Devemos nos lembrar de que a pessoa agressiva, maldosa tem uma moléstia na alma, moléstia essa que é tão grave quanto o câncer no corpo físico, com uma diferença: a doença do corpo se extingue com a morte, ou seja, vai para a sepultura com o cadáver; a doença da alma vai com o Espírito para o Mundo Espiritual. Qual das duas criaturas merece mais a nossa piedade? Daí Jesus ensinar que devemos orar pelos que nos perseguem e caluniam...
 
Quando Jesus, respondendo a Pedro disse-lhe que deveríamos perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes, quis dizer que devemos perdoar sempre, indefinidamente. É claro que aquele que aprendeu a lição de perdão não vai ficar contando, esperando 490 vezes.
 
Os Judeus tinham por hábito religioso colocar uma oferenda no altar do seu templo, com o intuito de agradar a Deus. Como essa prática era considerada muito importante por eles, Jesus usou-a para ensinar que, além de perdoar, devemos também pedir perdão ao notarmos que ofendemos alguém, pois não adianta tentarmos agradar a Deus, conservando-nos inimigos de nossos irmãos, que são também Seus filhos: “Se, portanto, fordes depor a vossa oferenda no altar, vos lembrardes de que o vosso irmão tem qualquer coisa contra vós, - deixai a vossa dádiva junto ao altar e ide, antes, reconciliar-vos com o vosso irmão; depois, então, voltai a oferecê-la.” (Mt, 5: 23 e 24.)
 
O perdão não é para ser exercido apenas quando ocorram fatos muito graves contra nós. Devemos perdoar, desculpar, desde as pequeninas ofensas, as menores indelicadezas que pratiquem contra nós, pois quem não perdoa as pequenas ofensas, não perdoa também as grandes. A prática do perdão requer treinamento constante.
 
Criar o hábito do perdão é tarefa que requer o uso da nossa vontade. Quando desejamos realmente entrar no aprendizado da misericórdia, da benevolência, devemos pedir a ajuda de Jesus e dos Bons Espíritos, nas nossas orações, a fim de estarmos sempre vigilantes contra o velho hábito de recebermos e guardarmos ofensas, como se fossem coisas boas. O que não é bom, não devemos receber, deixar que nos atinja. Mas, se inadvertidamente permitirmos que isso aconteça, devemos recorrer à oração para lançarmos fora todo o mal.
 
Aí é que aplicamos a recomendação de Jesus: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” (Mt, 26: 41), vigiando a nossa mente e o nosso coração, a fim de verificarmos se estamos guardando mágoas.
 
Guardar mágoa ou rancor é um ato que demonstra falta de bom senso: seria o mesmo que conservar, no próprio lugar, um alfinete que alguém tivesse espetado em nosso corpo. Que faremos se uma pessoa fincar um alfinete em nós? É claro que o tiraremos imediatamente e trataremos do local com o medicamento adequado.
 
Se considerarmos as ofensas recebidas como “alfinetadas” como se costuma dizer, agiremos do mesmo modo, não permitindo que o “alfinete” fique em nós. Vamos tirá-lo e tratar logo da ferida.
 
Perdoar, como se vê, é até um ato de inteligência, pois se uma pessoa nos ofende e nós guardamos mágoa ou rancor, sofremos todas as vezes que nos lembrarmos do fato desagradável. Quando guardamos uma ofensa estamos negando a nossa condição de criatura inteligente, pois nós mesmos estaremos multiplicando o mal: a pessoa nos fez uma única vez e nós, a cada lembrança, nos entristecemos, nos ferimos de novo. Se, ao contrário, desculparmos, perdoarmos, esquecendo-nos do mal recebido, a ofensa só nos terá atingido naquele momento da agressão e logo depois a fazemos desaparecer. Daí o sábio ensinamento do Evangelho: “... perdoar com esquecimento de todo o mal”.
 
Os Espíritos ensinam que existem muitas pessoas que são doentes porque ainda não aprenderam a perdoar, a esquecer o mal recebido. Existem pessoas que guardam mágoas por anos seguidos, como se fossem coisas preciosas, relatando, sempre que podem, seus sofrimentos aos outros. Essas pessoas, ao recordarem as ofensas que as fizeram sofrer, retornam à situação emocional do momento desagradável, e assim volta-lhes a mágoa, o rancor e, não raro, a idéia de vingança, o que é pior. Esse estado mental negativo prejudica seriamente não só o equilíbrio emocional, mas também a própria saúde física.
 
Quase sempre, as pessoas agressivas, indelicadas, desagradáveis, caluniadoras, perseguidoras, invejosas, enfim as pessoas que agem em desacordo com os princípios evangélicos, têm os seus atos reforçados por Espíritos inferiores, aqueles que se alegram com o mal. Ora, se retribuirmos o mal com o mal estaremos nos sintonizando com esses irmãos infelizes. Mas, se, ao contrário, orarmos em favor do ofensor, conforme recomendou Jesus: “... e orai pelos que vos perseguem e caluniam” (Mt, 5: 44), estaremos nos ligando aos bons Espíritos, principalmente ao protetor daquele que nos quer prejudicar.
 
É bom nos lembrarmos de que no momento em que ofendemos, agredimos, retribuindo o mal com o mal, estamos deixando que se manifeste apenas a nossa natureza animal, mas quando perdoamos, buscando compreender o nosso irmão, estamos revelando a nossa natureza divina. Além do mais, quando alguém nos ofende, sempre espera que fiquemos com raiva. Se ficarmos com raiva, estaremos fazendo o que o agressor quer. Será que assim não estaremos deixando que outra pessoa diga como devemos agir, que controle a nossa vida?
 
A Doutrina Espírita nos ensina que Jesus veio revelar-nos que Deus, na sua condição de Pai Misericordioso, sempre nos perdoa. Entretanto, para que mereçamos a misericórdia e o perdão de Deus é necessário que sejamos misericordiosos por nossa vez, perdoando os nossos irmãos quando nos tenham ofendido, conforme prometemos, repetindo o “Pai Nosso”: “... perdoai as nossas ofensas, como nós perdoamos os nossos ofensores.”
 
c) Fixação e/ou avaliação: Interrogatório.
 
Fazer às crianças perguntas sobre os tópicos desenvolvidos na aula. Sugestões:
01- Quem nos recomendou o perdão?
02- Por que o perdão é básico para a boa convivência?
03- O que Jesus nos mostra na recomendação: “Orai pelos que vos perseguem e caluniam”?
04- O que Jesus quis dizer ao recomendar a Pedro que perdoasse até setenta vezes sete vezes?
05- Como nós podemos aprender a perdoar as grandes ofensas?
06- Quem merece mais a nossa compaixão: o doente do corpo ou o doente da alma?
07- Por que perdoar é um ato de inteligência?
08-O que é que sentimos quando nos lembramos de uma pessoa que nos tenha ofendido e de cuja ofensa ainda guardamos mágoa?
09- Será ato de inteligência permitir que uma ação, muitas vezes impensada, de uma pessoa perturbe a nossa paz?
10- Se você ficar magoado ou com raiva porque uma pessoa fez-lhe algum mal, não estará, assim, permitindo que essa pessoa decida por você, como você deve se sentir?
11- A quem o perdão faz mais bem, àquele que o recebe ou àquele que o concede?
12- Para qual das duas posições é necessário ter-se mais coragem: para vingar-se ou para perdoar?
13- Com que espécie de Espíritos estamos nos sintonizando quando retribuímos o mal com o mal?
 
d) Material didático: Exemplar de “O Evangelho segundo o Espiritismo”. Papel e lápis para quem quiser fazer o exercício por escrito.
 
Aliança Municipal Espírita de Juiz De Fora (AME-JF) AULA Nº 37
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DINÂMICA - ANTE O OFENSOR
 
Objetivo: Colocar-se no lugar do seu opositor, na condição de filho de Deus e imaginar como gostaria de ser tratado pela lei, caso tenha cometido um crime.
 
Participantes: Indefinido.
 
Tempo Estimado: 15min.
 
Material: lousa e giz.
 
Descrição:
O Evangelizador deverá escrever na lousa uma pergunta sobre um crime hipotético, questionar os alunos como deveriam tratar o criminoso e anotar as respostas.
 
Pergunta:
Se um filho roubasse os seus próprios pais como deveria ser tratado?
Após anotar as respostas dos alunos na lousa, faça outros questionamentos:
Se este filho fosse você como gostaria de ser tratado? Gostaria de receber o mesmo tratamento que havia pensado antes? Gostaria de receber o perdão dos seus pais e familiares? (Aguarde as respostas)
 
Comentário:
Quase sempre categorizamos aqueles que nos ferem por inimigos intoleráveis; entretanto, o Divino Mestre, que tomamos por guia, determina venhamos a perdoar-lhes setenta vezes sete. (...)Se a injúria nos visita o cotidiano, pensemos em nossos opositores na condição de filhos de Deus, tanto quanto nós, e, situando-nos no lugar deles, analisemos o que estimaríamos receber de melhor das Leis Divinas se estivéssemos em análogas circunstâncias. (...) Efetuado o autoexame, não mais nos permitiremos qualquer censura e sim proclamaremos no coração a urgente necessidade de amparo da Misericórdia Divina, em favor deles, e a nosso próprio benefício. (Rumo certo. Agressores e nós. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier)
 
Segundo André Luiz: " O adversário em quem você julga encontrar um modelo de perversidade talvez seja apenas um doente necessitado de compreensão. (...) A melhor maneira de aprender a desculpar os erros alheios é reconhecer que também somos humanos, capazes de errar talvez ainda mais desastradamente que os outros." (Sinal verde. Antagonistas. Psicografado por Chico Xavier)
 
(Baseada no livro: Rumo certo. Agressores e nós. Espírito Emmanuel.  Psicografado por Chico Xavier e no livro: Sinal verde. Antagonistas. Psicografado por Chico Xavier)
 
Leia mais: https://www.passatempoespirita.com.br/products/dinamica-ante-o-ofensor/
 
DINÂMICA - O QUE SENTIMOS QUANDO PERDOAMOS
 
Objetivo: Perceber quais são os sentimentos que possuímos em nosso coração quando perdoamos alguém.
 
Participantes: Indefinido.
 
Tempo Estimado: 15 min.
 
Material: papel color set com cores sortidas, cartolina, tesoura e cola bastão.
 
Descrição:
O Evangelizador deverá confeccionar previamente vários corações coloridos (tamanho: aproximadamente 10cm X 10cm) e distribuir um para cada aluno. Depois deverá pedir para que os alunos escrevam no coração quais sentimentos possuem quando perdoam alguém (Exemplos: paz, amor, felicidade, etc.). Após escrever, todos deverão colar os corações na cartolina.
 
Comentário:
O perdão sincero é filho espontâneo do amor e, como tal, não exige reconhecimento de qualquer natureza. (O Consolador. Questão 335. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).
 
(Baseada no blog: Pelos caminhos da Evangelização)
 
Leia mais: https://www.passatempoespirita.com.br/products/dinamica-o-que-sentimos-quando-perdoamos/