segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Lidando com a Diversidade – O Respeito ao Outro - Jardim

Sábado, 18/08/2018, foi dia do Momento de Convergência, que é quando todos os setores da nossa casa estuda o mesmo tema.

A aula foi minha, e para que entendessem que devemos aceitar o outro como ele é, respeitando as diferenças que existem entre nós, pois ser diferente é necessário para que possamos evoluir, inciei a aula com a "Dinâmica das Máscaras" que recebi em um dos grupos de evangelizadores do qual faço parte.

Após a dinâmica, conversamos, eu ia perguntando e os evangelizandos respondendo: 
Como seria o mundo se todas as pessoas fossem iguais? 
Ia ser bom se todos fizessem sempre as mesmas coisas, gostassem das mesmas coisa? 
Vocês sabiam que o planeta Terra tem mais de 7,5 bilhões de habitantes? 
Se todos fossem iguais, será que teria graça? 

Mostrei um cartaz com o desenho do planeta Terra.




 Enquanto explicava o que era diversidade, fui colando algumas figuras.





Falei que a diversidade, ou seja, as diferenças que existem entre as pessoas, é uma das maiores riquezas do ser humano no planeta Terra. Cada país, cada estado, cada cidade tem seus costumes: as roupas, as comidas, as músicas, as crenças, e são essas diferenças que fazem o mundo mais completo. Por isso, devemos respeitar as pessoas que são diferentes de nós, que pensam diferente, que gostam de coisas diferentes, que agem de forma diferente daquela que achamos “normal”. Devemos aceitar as diferenças como uma coisa boa, que nos ensina e nos ajuda a evoluir.

Vejam nosso cartaz depois da explicação:



Depois contei a história "Elmer, o Elefante Xadrez", usei a figura do elefante Elmer colada em um palito de churrasco. Imprimi e colori com giz de cera.







Conversei com os evangelizandos sobre a história, fui incentivando com perguntas, para que falassem sobre a diversidade. 
Como eram os elefantes? 
Eles eram felizes? 
Como era o elefante Elmer? 
Por que ele se sentia diferente dos outros?
O que Elmer fez para deixar de ser diferente? 
E o que aconteceu quando Elmer tentou ser igual aos outros elefantes? 

Aproveitei o tema para falar sobre o respeito com nosso querido evangelizando autista, graças a Deus nossa turma compreendeu a dificuldade dele e que precisamos respeitar todas as pessoas com quem convivemos.



Distribuí imagens do Elmer (desenho do elefante xadrez, acima), impressas em 1/2 folha de A4, para colorirem.





Entreguei a cada evangelizando um elefante impresso em papel colorido e uma língua de sogra, mostrei como encaixar a língua de sogra no lugar da tromba, ajudei aos que não conseguiram. 








Molde para imprimir - coloquei 04 imagens na folha A4

Dinâmica das Máscaras

Explicamos que íamos fazer uma atividade diferente, pedimos que todos ficassem de pé e que prestassem muita atenção no que seria falado. 

Entregamos a cada evangelizando uma máscara.




Pedimos que colocassem a máscara, fechassem os olhos e ouvissem. 
Pedimos para imaginarem que a partir daquele momento estavam em mundo diferente do mundo que estamos acostumados. Lembramos que, como já sabemos, todo lugar tem regras, então, quando abrissem os olhos, teriam que obedecer às regras desse novo mundo. 




Pedimos que abrissem os olhos e explicamos que naquele mundo novo, todos eram iguais e faziam a mesma coisa, por isso eles teriam que fazer tudo que a evangelizadora fizesse, não poderiam rir e nem fazer nada que fosse diferente do que a evangelizadora fazia, pois essa era a regra, e quem não cumprisse, teria que tirar a máscara e ficar sentado quieto sem atrapalhar os amigos. 

A evangelizadora levantou a mão, abaixou a mão, falou “detesto chocolate”, agachou, levantou, falou “amo o perfume das flores”, balançou os braços, girou. 

Pediu que tirassem a máscara e que se sentassem, para refletir sobre a atividade.

Para a máscara, usamos o molde abaixo,



que foi impresso em papel Kraft A4 de 200g, duas máscaras por folha.


De pois de cortadas, furamos com uma agulha ao lado da abertura dos olhos, aumentamos um pouco o furo com a ponta da tesoura e amarramos o lastex.

Elmer, o Elefante Xadrez (Autor David Mckee)


Era uma vez uma manada de elefantes. Elefantes novos, elefantes velhos, elefantes altos, gordos ou magros. Elefantes de um jeito ou do outro, elefantes assim ou assado, todos diferentes, mas todos alegres e todos da mesma cor. Todos menos o Elmer.



O Elmer era o diferente. Elmer era xadrez. Elmer era amarelo, alaranjado, vermelho, cor - de- rosa, roxo, azul, verde, preto e branco. Elmer não era cor de elefante.

Era Elmer que mantinha os elefantes alegres. Às vezes ele pregava peças nos outros elefantes, às vezes eles pregavam peças em Elmer. Mas quando havia um sorriso, por menor que fosse, geralmente era provocado por Elmer.

Certa noite, Elmer não conseguia dormir de tanto pensar, e o pensamento que ele estava pensando era que estava cansado de ser diferente. “Onde já se viu um elefante xadrez?”, ele pensou. “Não é pra menos que todos riam de mim.” De manhã, antes que os outros estivessem completamente acordados, Elmer foi embora pé ante pé, sem ninguém perceber.

Caminhando pela floresta, Elmer encontrou outros animais.

Todos diziam: “Bom dia, Elmer.” Elmer sorria e dizia: “Bom dia!”

Depois de muito andar, Elmer encontrou o que estava procurando - um grande arbusto. Um grande arbusto carregado de frutinhas, um grande arbusto carregadinho de frutinhas cor de elefante. Elmer agarrou o arbusto e chacoalhou, para as frutinhas caírem todos no chão.

Quando o chão se cobriu de frutinhas, Elmer se deitou e rolou de frente para trás, de um lado para o outro, várias vezes. Depois ele pegou cachos de frutinha e esfregou no corpo todo, cobrindo-se inteirinho com o suco delas, até não sobrar nenhum pedacinho amarelo, alaranjado, vermelho, cor-de-rosa, roxo, azul, verde, preto ou branco. No fim Elmer estava igual a qualquer outro elefante.

Depois Elmer saiu andando de volta para a manada. No caminho, passou de novo pelos outros animais.

Desta vez todos diziam: “Bom dia, elefante.” E Elmer sorria, dizendo: “Bom dia”, feliz por não estar sendo reconhecido.
Q
uando Elmer reencontrou os outros elefantes, estavam todos parados, muito quietos. Nenhum deles reparou em Elmer enquanto ele ia andando para o meio da manada.

Depois de algum tempo, Elmer sentiu que havia alguma coisa errada. Mas o quê? Olhou à sua volta: a mesma floresta de sempre, o mesmo céu azul de sempre, a mesma nuvem escura de sempre que passava de tempos em tempos e, finalmente, os mesmos elefantes de sempre. Elmer olhou para eles.

Os elefantes continuavam totalmente quietos. Elmer nunca os tinha visto tão sérios. Quanto mais olhava para aqueles elefantes sérios, silenciosos, parados e quietos, mais ele tinha vontade de rir. Finalmente não aguentou mais. Levantou a tromba e com toda a força de sua voz gritou: BOOOO!

Os elefantes deram um pulo e caíram para todos os lados, surpresos. “Caramba, o que foi isso?”, eles disseram. Foi então que viram Elmer rindo às gargalhadas. “Elmer”, disseram eles. “Só pode ser o Elmer.” E os outros elefantes começaram a rir também, como nunca tinham rido na vida.

Com as risadas a nuvem escura rebentou, e quando a chuva caiu em Elmer seu xadrez foi aparecendo de novo.  Os elefantes continuavam a rir, enquanto a água da chuva fazia Elmer voltar ao normal. “Oh Elmer”, disse um velho elefante, ofegando. “Você já nos pregou boas peças, mas essa foi a mais engraçada de todas. Não demorou muito para você mostrar suas cores verdadeiras.” “Temos que comemorar essa data todos os anos.” Disse um outro elefante, “Vai ser o dia de Elmer. Todos os elefantes terão de se pintar de muitas cores e o Elmer vai se pintar de cor de elefante.

E é exatamente isso que os elefantes fazem. Num certo dia do ano, todos se pintam e saem em desfile. Neste dia, se vocês virem um elefante cor-de-elefante, podem ter certeza de que é o Elmer.


Conduta e Bons Hábitos - Jardim

Essa foi a aula da Carol no dia 11/08/2018, usando como base o perfil da turma, que tem dificuldade em assumir o que fazem de errado, de aceitar o não e querem fazer as coisas do seu jeito, a Carol trabalhou a compreensão da obediência com uma outra abordagem. 

Ela optou por uma aula diferente, mais solta e bem a vontade. Estendeu o tapetão na sala e começou pedindo que falassem do que os deixava tristes, depois do que deixava as mães e os pais deles tristes e foi desenvolvendo a aula de acordo com as respostas dadas.  Mostrou que o lar é melhor quando estamos bem e que temos que mudar nosso comportamento quando estamos chateados com alguma coisa.

Pediu que pensassem em alguma coisa que fizesse se sentirem muito feliz. Depois pediu que desenhassem o que pensaram.



Explicou que deveriam guardar o desenho e quando se sentirem zangados ou tristes, peguem o desenho e olhem, lembrando daquilo que os deixa feliz, ajudando a mudar sua atitude e o sentimento ruim.

Depois fez o jogo da batata-quente, circulando uma bola entre os evangelizandos, que se sentaram formando uma roda. Quando ela falava "parou", quem estivesse com a bola deveria citar um momento em que exercitou a obediência. Eles adoraram!






domingo, 5 de agosto de 2018

Amor e Respeito aos Animais - Maternal

Sábado (04/08/2018), a Cíntia distribuiu quebra-cabeças de animais e pediu para que cada um montasse o seu.









Com os quebra-cabeças montados, fez diversas perguntas:

O que está na gravura que vocês montaram?
Quem conhece ou tem em casa algum desses animais? 
O que eles comem? 
Como eles vivem? 
Todos eles têm o corpo coberto pelo mesmo tipo de pele? (penas, pêlos...) 
Quais desses animais são úteis ao homem, auxiliam o homem?
Qual a utilidade deles para o homem? (Cavalo - transporte, Galinha – ovos, carne, Vaca – leite, carne, couro para as roupas, calçados etc.).
Quais os cuidados que devemos ter com os animais?
Como devemos tratá-los? (Não maltratar os animais, dar comida, água, banho, carinho)

Perguntou a quem tinha animal de estimação em casa e se ajudava a cuidar dele. 

Explicou que, assim como gostamos, cuidamos e respeitamos os nossos animais de estimação, devemos agir com todos os animais. Não devemos utilizar os animais para divertimento como touradas, galo de rinha, briga de cachorro. 
Todo animal deve viver no seu habitat (ambiente natural), por isso não devemos criar animais em cativeiro. 

Lembrou dos animais que vivem nas matas, regiões frias, quentes, etc. Que todos são importantes na natureza, cada um tem a sua função, mesmo que a gente não conheça.

Perguntou quem criou os animais? Explicou que eles são criação de Deus. São seres vivos criados por Deus e merecem nosso carinho, respeito e amor. Como são seres vivos, possuem sensibilidade e podem sentir alegria e sofrimento. Os animais são muito importantes para a vida na Terra. Eles mantêm o equilíbrio da criação e embelezam a natureza e quando domesticados se tornam nossos amigos. Eles fazem parte da harmonia do Universo e são úteis ao homem e à natureza. É importante preservar e viver em harmonia com os animais.

Aplicou as atividades:












Dança da cadeira: quem perdia tinha que falar o nome de um animal, ou que vive na água, ou que voa, ou que vive na terra, de acordo a indicação dela.




Evitando a Fofoca - Jardim

Para a aula desse sábado (04/08/2018), a Ângela começou espalhando penas pela sala, depois pediu aos evangelizandos que catassem.





Eles até que tentaram catar tudo, mas ficou muita pena pelo chão. Ela orientou que sentassem para ouvir a história:

Uma mulher espalhou uma fofoca sobre sua vizinha. Alguns dias depois, o bairro inteiro já sabia da história. 

A moça que foi alvo da fofoca ficou muito magoada e ofendida.

Mais tarde, a mulher que espalhou o boato descobriu que era tudo mentira. Ficou muito arrependida e resolveu visitar um velho sábio para descobrir o que poderia fazer para consertar o estrago.

– Vá agora até a praça do mercado – disse ele – compre uma galinha e mande matar. Depois, no caminho de casa, depene a galinha e solte as penas uma por uma pela rua. Amanhã volte aqui novamente.

Embora surpresa com o conselho, a mulher fez o que ele tinha pedido.

No dia seguinte voltou, e o sábio disse: - Agora vá, recolha todas as penas que soltou pelo caminho ontem e traga-as para mim.

A mulher seguiu o mesmo caminho, mas, para seu desespero, o vento tinha espalhado as penas em todas as direções. Depois de procurar por horas, ela voltou com apenas três penas na mão.

– Está vendo – disse o velho sábio – é fácil soltá-las, mas é impossível recolhê-las. Com a fofoca também é assim. Não custa muito espalhar um boato, mas, depois que se espalhou, nunca se pode reverter o dano completamente.

Ela fez uma reflexão com eles a respeito do entendimento da história, fazendo perguntas para saber se haviam compreendido a mensagem, pediu que recontassem conforme haviam entendido.


Fez a brincadeira do telefone sem fio, para que percebessem como entendemos errado o que as pessoas nos falam, uma frase que é passada de boca em boca, acaba sendo modificada.

A frase que circulou: Jesus é nosso Mestre e Amigo. 




A frase chegou ao fim como: Melissa é sua amiga.

Depois, distribuiu telefones feitos com copos de isopor e fio de algodão para varal, para que brincassem em duplas, depois cada um levou um telefone para brincar em casa.