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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O presente



Estamos próximos de uma casa muito simples, mas bem bonita. Nela reside uma família: a mãe, uma senhora meiga e humilde que se desdobra carinhosamente a fim de ensinar as coisas boas ao filhinho; o filho de seis anos que já parece entende muitas coisas, parece até um homem devido a seriedade de suas ações e o amor que reflete em seus olhos. Seu rostinho é emoldurado por formosa cabeleira de cachos loiros que irradia doce suavidade; o pai, um carpinteiro humilde, que trabalha o dia todo para obter recursos para o sustento diário da família. 

Para vocês melhor entenderem a nossa história, vamos dar nomes às pessoas: a mãezinha do menino chama- se Maria, o pai chama- se José e o menino... bem... vamos deixar o nome do menino para ver quem descobre...

Um dia, José, depois de ter trabalhado bastante, dirigiu-se à cidade a fim de fazer algumas compras. Em casa ficaram sua esposa e seu filhinho. Vamos observar o que acontece. Que beleza! Uma casinha tão simples, tão humilde, mas como tudo está arrumado e limpo! E os móveis? Como são bonitos, e todos em seus lugares! Maria parece conversar c om o menino e dá a impressão de ser uma conversa muito amigável. Vamos ouvir?

- Meu filho, diz ela, hoje é o dia de seu aniversário. Enquanto seu pai não volta da cidade, vamos conversar um pouco. Quero falar do dia em que você nasceu. Foi um dia tão lindo, jamais esquecerei. 
Há 6 anos, fomos obrigados a deixar esta casinha tão querida. Deixamos os limoeiros, nosso pequeno jardim, nossa vida cheia de trabalho e de alegria, a fim de atender a ordem do Imperador de Roma, César Augusto, que havia determinado que todos os homens deveriam voltar ao seu lugar de nascimento para se registrar novamente, para que soubesse quantos habitantes havia no país todo. 
Seu pai José, não querendo me deixar sozinha aqui em Nazaré, resolveu me levar junto com ele apesar de estar nos últimos dias de gravidez. 
Eu e seu pai fizemos uma longa caminhada através das montanhas, suportando chuva e sol quente, mas íamos contentes pois logo ficaríamos livres do compromisso do registro. 
Após alguns dias chegamos à Belém. O animalzinho, um burrinho que nos carregava, estava tão cansado... 
Entrando na cidade, vimos muitas pessoas que como nós haviam ido para lá para se registrarem. As ruas estavam repletas de pessoas e algumas delas aproveitavam para fazer negócios, vendendo mercadorias que tinham trazido de lugares diversos. 
Em todos os cantos viam- se gente encostada ou procurando acomodar- se para descansar, nas portas, nas calçadas, nos jardins. Muitos estavam até tristes. No meio de tanta gente, nós, seu pai e eu, não conseguimos arrumar lugar para passar a noite. O cansaço era grande. Seu pai havia procurado por todos os lados. Tudo estava ocupado, porém, não podíamos ficar ao relento. Que fazer? Ninguém tinha lugar sobrando. 
Algumas pessoas nos indicaram uma estrebaria, lugar onde se guardam os animais à noite. Alegramo-nos com a indicação; naquela dificuldade, não encontraríamos melhor solução! E foi lá, numa estrebaria em Belém, que você nasceu em meio à noite, bela e silenciosa, fazendo-me a mulher mais feliz do mundo. 
Começaram a chegar muitas pessoas para visitar você, meu filho. 
Pastores afirmavam que você havia nascido para a salvação de todos os homens. Que você era o Messias enviado por Deus. 

Neste momento, ouvem- se passos. Maria interrompe a narrativa. Sabia que José devia voltar trazendo compras para que ela preparasse em gostoso jantar e talvez trouxesse um presente para o menino. José entrou contente dizendo:


- Venha c á, meu filho,  quero dar- lhe um grande abraço, fui comprar um presente para você e descobri que quem ganhou um presente fui eu!  É isto mesmo! Meus amigos, sacerdotes do templo garantem que você, meu filho, é o Messias, esperado pelo nosso povo. Será um grande homem e todos o conhecerão como Jesus Cristo - o filho de Deus, e que com suas palavras de bondade e com suas mãos cheias de amor será a salvação da humanidade. E que todos nós, homens, mulheres, meninos e meninas, seremos estrelas cristalinas que no céu irão brilhar. Toda dor que sentimos no peito serão aliviadas e consoladas por ti.

O menino ouvia em silêncio o que seu pai dizia e parecia a tudo entender perfeitamente. 

Os pais abraçaram o filho Jesus e oraram a Deus Criador por ter lhes enviado tão grande presente. É por isso que recebemos presentes quando nascemos e quando fazemos aniversário. Tudo começou com este menino chamado... Jesus! 

(história retirada do site http://cvdee.org.br/evangelize/pdf/6_0018.pdf)

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